Segundo Mariana Tavares, técnica da Veterinária do Lobito, que falava à Angop, para minimizar a situação, têm contado com a colaboração da Repartição Municipal da Agricultura do Lobito que, por sua vez, contacta com antecedência os administradores comunais para apoiar com transporte até as zonas onde se encontra o gado e as mangas de vacinação.
Mariana Tavares acrescentou que às vezes chegam a passar uma semana nas referidas comunas para fazer o trabalho, devido a quantidade de gado por vacinar.
“Está em curso a vacinação do gado bovino, desde Junho deste ano, e já contamos com dois mil e setecentos e doze cabeças vacinadas. Passamos pela Canjala e Egipto Praia e neste momento estamos no Culango, onde pensamos terminar em Dezembro, apesar dos constrangimentos causados pela Covid-19”, sublinhou.
Em termos de tratamento do gado, apontou as vacinas contra a peripneumonia contagiosa bovina, a dermatite modular, manifestada por borbulhas no corpo do animal e o carbúnculo hemático e sintomático, como as mais comuns.
Disse ainda que, no caso de acontecer alguma doença que esteja a dizimar o gado, o procedimento normal é recorrer aos laboratórios, colher as amostras e fazer o tratamento de acordo com os resultados.
A nível das suas instalações no Lobito, disse que a instituição tem contribuído significativamente para a eliminação da raiva, devido a aturada campanha de vacinação em relação aos canídeos e felinos, bem como a disponibilidade da vacina anti-rábica.
De três em três meses, todos os cães, gatos e macacos devem ser vacinados contra a raiva e, em função disso, disse ter notado que os utentes dos animais têm aderido a campanha.
Dados disponíveis pela instituição indicam que no primeiro trimestre deste ano foram vacinados 672 animais, contra os 697 do mesmo período do ano passado, mas “apesar das 25 vacinações a menos, a campanha tem estado dentro das expectativas”, assegurou.
Além de Mariana Tavares, funcionam na Representação Municipal de Veterinária do Lobito, mais três técnicos.
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