Paulino Chimbundu Gayeta, 57 anos, falava nesta segunda-feira, à imprensa minutos depois de ter sido empossado no cargo pelo governador provincial de Benguela, Rui Falcão, na sequência da sua nomeação, a 20 de Fevereiro, em substituição de António Capewa Calianguila, actual segundo secretário provincial do partido no poder.

O novo administrador do Bocoio assume, no entanto, que irá buscar apoios tanto do Governo, quanto do sector privado, para conclusão total deste projecto inserido no Programa de Fomento de Pequena Indústria Rural (PROFIR), com impacto no combate à fome e à pobreza na localidade.

Apesar de não precisar quando é que a fábrica fica concluída, sublinhou a conclusão da fábrica seria benéfico para os produtores locais que se debatem com a falta de um espaço onde possam vender por exemplo o abacaxi.

“Vamos procurar saber o estado deste projecto e ver junto das estruturas competentes os caminhos para a sua concretização”, afirmou, justificando a vocação agrícola do Bocoio como motivo para apostar na revitalização da agro-indústria.

Referiu que o município do Bocoio está aberto a parcerias público-privadas para aumentar os níveis de produção agrícola e gerar renda para as famílias camponesas.

O administrador municipal defende ser preciso atrair investidores interessados em ajudar as autoridades locais a transformar em realidade o sonho dos munícipes em ver o Bocoio impulsionado pelo sector agrícola e industrial.

Projectada para processar diariamente para cinco mil litros de sumo de ananás, produzido no Monte Belo, principal centro frutícola do Bocoio, esta unidade fabril começou a ser erguida em Novembro de 2015, numa área de mil e 700 metros quadrados. O prazo de conclusão da obra era de três meses.

Fruto de uma parceria público-privada, com a assinatura do programa “Angola Investe”, a fábrica do Alenço, que igualmente previa produzir pedaços em calda de frutas, está desenhada para criar 500 novos postos de trabalho.