De acordo com informações do Ministério do Comércio, Indústria e Energia daquele país asiático, as exportações – o maior pilar da economia sul-coreana – caíram 23,7 % em relação a maio de 2019, ficando-se pelos 34,8 mil milhões de dólares.

As exportações na Coreia do Sul já tinham diminuído 1,4% em março e 25,1% em abril, altura em que o país registou um défice comercial pela primeira vez em 99 meses.

Em maio, as importações caíram 21,1%, totalizando 34,4 mil milhões de dólares.

O recuo do excedente sul-coreano está em linha com as previsões da generalidade dos analistas.

Os resultados de maio acabaram por ser marginalmente melhores que os de abril, graças a uma ligeira recuperação da procura de ‘chips’ (mais 7,1% em relação ao ano anterior), a principal exportação sul-coreana, sobretudo para a China.

O aumento da procura de alguns bens durante a pandemia (produtos sanitários, computadores e alimentos processados) compensou a queda nas exportações de automóveis e produtos petroquímicos.

As exportações para a China e os Estados Unidos, principais parceiros comerciais da Coreia do Sul, caíram 2,8 e 29%, respetivamente, em relação ao ano anterior.

O envio de mercadorias para a União Europeia e o sudeste asiático retrocedeu 30 e 25%, respetivamente.

A Coreia do Sul registou 35 novos casos de COVID-19 nas últimas 24 horas, a maioria na área densamente povoada de Seul, onde as autoridades identificaram mais de duas centenas de infeções nos últimos dias, a maioria provenientes do mesmo foco, um enorme armazém operado pela Coupang, gigante local do comércio eletrónico.

A empresa foi criticada por não implementar medidas preventivas adequadas e impor distância entre os funcionários, com o vírus descoberto em capacetes de segurança, computadores, teclados e outros equipamentos partilhados.

O ressurgimento de infeções tem alarmado as autoridades, já que milhões de crianças estão a regressar à escola em todo o país.

O Governo mantém até agora a reabertura faseada das escolas, expressando esperança de que as transmissões recentes possam ser contidas rapidamente, ao mesmo tempo que decretou o encerramento de estabelecimentos noturnos e espaços públicos para prevenir a propagação do vírus.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 370 mil mortos e infetou mais de seis milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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