Conforme revelado em entrevista ao SAPO pelo seu Director Geral, António Geirinhas, a Multitel é uma das 32 primeiras empresas de referência nacional que o Estado pretende privatizar.

“Esta é uma escolha que nos alegra e dá-nos mais responsabilidade, porque por um lado a empresa demonstra ao Estado grande capacidade de gestão e organização, sobretudo nas áreas económica, financeira e jurídica”, começou por justificar o responsável em relação à aposta do executivo.

Ainda de acordo com o empresário, a privatização vai decorrer a partir de 2020, ano em que a referida empresa deve disponibilizar todos os dossiers - que seguidamente serão colocados em bolsa-, para uma dinâmica de leilão por acções não desagregadas.

António Geirinhas

“O Estado angolano tem 50% de participação na Multitel e é isto que vai a leilão no próximo ano. Portanto, quem der mais, fica com as acções!”, afirma o empresário que clarifica ainda que tal privatização só implicará mudanças a nível dos accionistas/investidores ou possivelmente direcção, e não propriamente no que diz respeito ao trabalho que é diariamente desenvolvido pelos vários funcionários da instituição.

De relembrar que António Geirinhas que ostenta um recheado currículo no universo das telecomunicações, já foi director de vários serviços da Portugal Telecom, esteve no lançamento da TV Cabo Portugal, coordenou a equipa que desenvolveu todo o projecto e a marca MEO (ligada à parte de televisão), foi responsável pelo Portal SAPO Angola entre 2010 e 2015, e é também vice-presidente da AAPSI - Associação Angolana dos Provedores do Serviço de Internet.

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