Segundo o director local do Gabinete da Agricultura, Abrantes Carlos, em declarações à imprensa, esta situação poderá comprometer a campanha agrícola 2019/2020, visto que os produtores de batata rena e de hortícolas, que optarem pelo sistema de rega, estão a encontrar sérias dificuldades, desde o passado mês de Maio.

Informou que a escassez com que se debate a província deve-se as sérias dificuldades que os importadores estão a enfrentar junto dos bancos na aquisição de divisas, condicionado, deste modo, a programação da época agrícola, por parte das famílias camponesas e dos agricultores.

A estratégia do Executivo, referiu Abrantes Carlos, passa em colocar, de forma antecipada, o adubo à disposição dos produtores, numa altura em que tem as atenções viradas para o aumento da produção, através da redução dos preços dos insumos, no sentido de fazer face aos desafios da diversificação económica.

O responsável lembrou que o planalto central necessita anualmente, em média, 80 mil toneladas de fertilizantes, entre adubo químico, sulfato de amónio e ureia, numa altura em que o Ministério da Agricultura tem disponibilizado apenas, entre cinco a sete mil toneladas, uma quantidade irrisória em função da demanda.

De acordo com orientações do Ministério da Agricultura e Florestas, os importadores formais deste produto devem fixar o valor para a mesma quantidade (50 quilogramas) a cinco mil kwanzas.

Por sua vez, o importador oficial de fertilizantes nesta região, Domingos David, confirmou que a escassez do produto deve-se as inúmeras dificuldades para aquisição de divisas, numa altura em que os camponeses deviam ter já o adubo à disposição para melhor prepararem a campanha agrícola, que habitualmente arranca entre Setembro a Outubro.

Na época agrícola 2018/2019, período em que foram distribuídas mil e 228 toneladas de adubo, a 211 mil famílias camponesas dos 11 municípios, a colheita teve uma safra de um milhão, 222 mil e 271,23 toneladas de produtos diversos.

Com uma extensão territorial de 35.771 quilómetros quadros, a província do Huambo possui 381 mil hectares de terras agricultáveis, dos quais dois mil e 500 deverão ser corrigidos com calcário dolomítico, no que toca a acidez dos solos, para torná-los mais férteis.

Vivem no planalto central dois milhões, 389 mil e 309 habitantes, distribuídos nos municípios, na sua maioria camponeses, que se dedicam principalmente no cultivo do milho, feijão, batata-doce, rena e hortícolas.

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