Numa nota de imprensa, a Associação das Indústrias de Panificação e Pastelaria de Angola (AIPPA), no Cunene, justifica que a subida do preço do pão resulta do aumento do valor de compra do saco de farinha de trigo de 50 kg, que passou de 11 mil para 12.500 Kwanzas no mercado local.

Além da escassez, a organização aponta também os custos de produção como causa do aumento do preço do pão, e, por isso, considera justo a subida do valor do produto final.

Para contrapor tal situação, a AIPPA propõe a criação de armazéns na província, que permitem armazenar grandes quantidades do produto, no sentido de estabilizar o mercado e facilitar a compra de farinha de trigo a preço baixo, evitando a escassez.

Os panificadores do Cunene, além do mercado local, adquirem, também, a farinha de trigo na província da Huíla.

Sobre a subida do preço do pão, o responsável do Instituto Nacional do Consumidor (Inadec), no Cunene, Bernardo Hiludilwa, confirmou ter recebido o documento da associação, com conhecimento do governo provincial, que oficializa a subida do preço do pão.

Tendo em conta a alteração do preço, o gestor do Inadec na província chamou a atenção dos operadores de panificação, no sentido de manterem as gramas definidas e a qualidade do pão, que justifica os 35 Kwanzas.

Entrevistados pela Angop, consumidores da região manifestaram estranheza, pois não encontram motivos para a subida do preço do pão.

“ Constitui surpresa para mim a subida do preço do pão”, disse Maria da Conceição, quando questionada pela Angop da alteração e qual era seu ponto de vista sobre o assunto.

Por sua vez, Vânia Pelivamwe mostrou-se preocupada com aumento do preço do pão, por ser um alimento básico e diário, que devia custar mais barato aos bolsos das famílias.

Este é o segundo aumento do preço da farinha de trigo na província do Cunene este ano. Em Fevereiro, o pão subiu também de AKz 25 para 30 kwanzas devido ao aumento do preço do saco de farinha de trigo de 50 quilos que passou nove mil para 10.200 kwanzas (AKz).

A situação de escassez levou, em 2016, as panificadoras da província do Cunene a recorrerem ao mercado da vizinha República da Namíbia para a aquisição de farinha de trigo, fruto da escassez dessa matéria- prima no mercado local.

A província do Cunene conta actualmente com 15 panificadoras.

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