Os diamantes, acrescentou Ganga Júnior, foram comprados por três companhias, sendo uma delas pertencente à filha do antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

A venda de diamantes abaixo do preço do mercado foi revelada pela primeira vez quando o Estado angolano pediu a um tribunal para congelar as contas e propriedades de Isabel dos Santos e outros associados.

Mais tarde, pormenores divulgados nos documentos que estiveram na base do chamado Luanda Leaks, detalharam os negócios da empresária envolvendo fundos do Estado angolano.

Outra companhia de diamantes angolana, a Sodiam, perdeu 200 milhões de dólares quando, por ordens do então  Presidente José Eduardo dos Santos, financiou a formação de uma companhia para comprar a joalheira de luxo De Grisogono, a favor do marido da filha, Sindika Dokolo, que recentemente declarou falência.

Numa entrevista à agencia de notícias financeira Bloomberg, José Manuel Ganga Júnior revelou que a Endiama perdeu 300 milhões de dólares por ano na última década.

“Pela avaliação que fizemos estavamos a perder entre 30 e 40 por cento do valor”, disse Ganga Júnior, quem garantiu que “isso não vai voltar a acontecer”, .

Por outro lado, foi revelado que a Endiama planeia vender no mercado de valores até 30 por cento das suas acções em 2022, como parte de um plano para aumentar a transparência no setor de diamantes.

Ganga Júnior disse que o Estado, que está “a avaliar o valor da companhia”, continuará a ter controlo das empresas, mesmo depois dessa privatização parcial.

Angola tenciona aumentar a produção de diamantes de 9 milhões de quilates no ano passado para 14 milhões em 2022, anunciou o ministro angolano dos Recursos Mineiros, Diamantino Azevedo, também citado pela Bloomberg

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