Esta é a segunda fase de uma acção que começou em 2008. Até 2017, altura em que o processo parou devido à falta de stock, tinham sido instalados 20 mil e 617 contadores para garantir que haja menos perdas comerciais pela fuga ao pagamento e incentivar os clientes a terem um consumo racional.

Em entrevista à Angop, o chefe de Departamento Comercial da ENDE, Wilson Haukelo, disse que a montagem de contadores pré-pagos é prioridade, pois só com o dispositivo é possível evitar perdas financeiras pelo não pagamento das contas de luz.

Fez saber, a título de exemplo, que actualmente 20 mil consumidores não pagam o consumo de energia, acumulando desde 2012 uma dívida de cinco mil milhões e 500 milhões de Kwanzas.

A empresa tem inscrito 75 mil e 500 clientes, mas apenas 55 mil fazem pagamentos regulares. A fuga ao pagamento da electricidade, segundo o gestor, impede a implementação de novos projectos a nível da empresa, como a extensão da rede de média tensão para novas áreas residenciais.

Outro desafio da ENDE tem a ver com a abertura, até ao final deste ano, de seis lojas comerciais no bairro da Machiqueira, Santo António, Mapunda, João de Almeida, Palanca (Lubango) e no município da Matala, no quadro da expansão dos seus serviços e por se notar uma ausência nalgumas zonas da província da Huíla.

Afirmou que o objectivo da criação das lojas é aproximar-se dos clientes, quer para pagamentos de consumo quer para atender a reclamações.

O município do Lubango tem pelo menos um milhão de habitantes, mas a ENDE controla apenas 75 mil. A necessidade actual de electricidade fixa-se nos 350 megawatts, mas as duas fontes de produção actuais (barragem da Matala e central do Lubango) fornecem apenas 69 megawatts.

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