Em declarações à imprensa, após uma visita da embaixadora de Espanha, Maria Dolores Rias Peset, à empresa,   Gil Évora explicou que esta visita vai no sentido de também poder contar com o apoio da diplomata no trabalho diplomático e económico junto das empresas espanholas.

“É importante diversificarmos os países de importação porque às vezes encontramos outros tipos de produtos e de preços que poderão fazer com que a população cabo-verdiana tenha acesso a medicamentos de boa qualidade e a um preço mais baixo”, explicou.

Em relação à exportação, informou que em 2018 a empresa iniciou o processo com a Guiné-Bissau e São Tomé Príncipe, reconhecendo que “não chegou ao nível pretendido,” porque, conforme esclareceu, existem “algumas condições básicas” a serem criadas nesses países.

Gil Évora disse esperar que, em 2019, se as parcerias montadas com o Fundo Nacional de Medicamentos de São Tomé e Príncipe e com duas empresas privadas na Guiné-Bissau continuarem, o valor de exportação de medicamento e não medicamento, pode aumentar.

No entanto, ressalvou que chegar ao mercado da CEDEAO “é difícil” por esses países, na sua maioria francófona, terem uma tradição de exportação com a França, e também por a escala de exportação da Emprofac ser “pequena”, daí “o foco” colocado em países que têm “a dimensão de Cabo Verde”.

Por sua vez, a embaixadora do Reino de Espanha em Cabo Verde, Maria Dolores Rias Peset, prometeu ajudar nesse processo, lembrado que a concretização da cooperação depende de licitações e dos interesses da Emprofac

“Actualmente menos de um por cento de medicamentos espanhóis são comprados pela Emprofac, praticamente tudo são comprados em Portugal, por isso, pensamos que há algum espaço para crescer e diversificar”, notou a diplomata, anunciando que já há interesses das empresas espanhola.

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