É que, lembram, a crise empresarial dura há quase cinco anos.

Rui Santos considera que o setor empresarial vai sair muito penalizado desta situação se o Estado não agir.

“E não é apenas por causa da Covid-19, mas a crise nas empresas já tem cinco anos e o setor não vai sobreviver sem as ajudas do Estado, em termos de empréstimos bancários com juros baixos que permitam às empresas remontar os seus planos de negócios e reiniciar o seu trabalho”, diz Santos, lembrando que “as empresas estão sem recursos e sem recursos não têm outra opção, que não sejam os despedimentos que vão acontecer”.

Por seu lado, o empresário Carlos Padre vai mais longe e alerta o Executivo para o que chama de distorções enormes da economia nacional que levam as empresas ao abismo.

“A Covid-19 só veio destapar o que já estava mal, sobretudo as micro, pequenas e médias empresas, e há enormes distorções que causam danos ao funcionamento das empresas”, explica Padre que, além de pedir ao Executivo que tenha noção desta realidade, diz recear que “a falência das empresas leve o país a situações de instabilidade social”.

Aquele empresário alerta que “com o nível de desemprego que temos, há um barril de pólvora com um rastilho curto que precisamos resolver já para evitar convulsões sociais”, no momento em que, segundo diz, aumenta também o número de pessoas em torno de contentores de lixo, principalmente nas áreas onde vive uma certa classe média.

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