O xeque do Dubai, que falava após a assinatura de um memorando de entendimento com a petrolífera angolana Sonagol, para a construção de uma base logística de armazenamento de derivados do petróleo, na Barra do Dande, num investimento estimado em 600 milhões de dólares (541,6 milhões de euros), salientou que “o país tem grande potencial”.

“Olhamos Angola como um país estratégico para os países vizinhos. Estamos muito satisfeitos com a nossa relação com a Sonangol, que tem crescido, estamos a olhar para mais projectos e parcerias e queremos envolver-nos em mais projectos que serão estratégicos para o país”, destacou.

Questionado sobre as áreas mais apelativas, o xeque respondeu que procuram projectos estratégicos para Angola e que se enquadrem na visão do Governo.

Entre estes, realçou a prioridade dada ao aumento da produção de petróleo e gás: “como houve um decréscimo, estamos a olhar para campos de pequena e média dimensão, queremos investir para melhorar e aumentar a produção desses campos”.

Na quarta-feira, Ahmed Dalmook Al Maktoum já tinha anunciado uma série de investimentos, incluindo uma fábrica de tractores e a expansão e modernização do aeroporto de Luanda, após um encontro com o Presidente angolano, João Lourenço.

Sobre o terminal da Barra do Dande (província do Bengo) disse que “Angola merece ter este projecto, que é muito estratégico também para a região”, assumindo que esteve interessado “desde que começou”.

O xeque garantiu ainda “ao governo e ao povo angolano, que fará o melhor possível para tornar Angola mais segura do ponto de vista de abastecimento de combustível”, já que a nova infraestrutura, que deverá estar operacional no primeiro semestre de 2022, pode armazenar os produtos necessários para o consumo durante um mês, mais um mês de reserva estratégica.

O xeque do Dubai elogiou a aposta do governo em investidores internacionais para concluir e operar o projecto ao mais alto nível, admitindo que se venha a concretizar uma segunda fase.

Depois da conclusão da primeira fase, que terá uma capacidade de armazenamento de produtos derivados do petróleo de 641.500 metros cúbicos, a segunda fase, que implica a expansão para 1.700 mil metros cúbicos, fica dependente da realização de estudos de mercado que comprovem a viabilidade do projecto.

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