O indicador é considerado uma previsão mensal do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que o Governo brasileiro vai divulgar oficialmente a 1 de setembro, e reflete o forte impacto económico da crise sanitária causada pela pandemia de covid-19.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela doença e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados e de mortos (mais de 3,2 milhões de casos e 105.463 óbitos), depois dos Estados Unidos da América.

Se a retração económica indicada se confirmar, o Brasil entrará em recessão técnica porque registará dois trimestres negativos consecutivos.

De janeiro a março o PIB do país caiu 1,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pelas estatísticas oficiais do Governo brasileiro.

O Banco Central também informou que a atividade económica acumula queda de 6,28% nos primeiros seis meses de 2020.

No entanto, o indicador mostrou crescimento de 4,89% em junho face a maio, resultado que coincide com o início da flexibilização das medidas de distanciamento social impostas desde março pelos estados e municípios brasileiros.

Na comparação com junho de 2019, a atividade económica na maior economia da América do Sul recuou 7,05%.

Segundo analistas consultados pelo Banco Central, a economia do país fechará 2020 com queda de 5,6%, embora organismos internacionais, como Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), estimem que essa retração ficará entre 8% e 9% do PIB.

Já o Governo brasileiro espera uma contração de 4,7% do PIB, em 2020.

O resultado negativo será sentido com grande intensidade já que o país ainda recupera de uma grave recessão entre 2015 e 2016, período em que a economia encolheu sete pontos percentuais.

O PIB brasileiro cresceu apenas 1,1% no ano passado, taxa insuficiente após a expansão de 1,3% registada nos anos de 2017 e 2018.

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