Em declarações hoje, quarta-feira, à Angop, o responsável disse que, apesar da pandemia e do estado de calamidade que o país regista, este aumento de 44 milhões, 446 mil e 381 kwanzas deveu-se a uma melhoria no sector em função do trabalho de manutenção e de sensibilização dos clientes, para pagarem as suas facturas e evitarem o corte no fornecimento.

Sem avançar dados estatísticos, o PCA referiu que, os meses de Fevereiro e Março deste ano, foram os mais produtivos, tendo em conta a campanha massiva de cobrança e mobilização dos clientes no sentido de liquidarem as suas dívidas com a empresa, que ronda Akz quatro mil milhões, 272 milhões, 818 mil e 376 kzs.

Jaime Alberto disse que estas dívidas são desde o ano de 2012 e que abrangem todos os escalões, desde chafarizes com cerca de quatro milhões de kwanzas, clientes comerciais com 190 milhões, industriais com 77 milhões, públicos com 241 milhões e residências com três mil milhões e 178 mil.

Para liquidação das dívidas, afirmou, o sector criou uma política de mobilização dos clientes para sua amortização, uma vez que, com o estado de calamidade, foi proibido o corte de água, o que causa um certo atraso nas receitas arrecadadas.

“Para os que podem pagar faz-se um protocolo de amortização e para os que não conseguem, vamos esperar passar esta fase e novamente trabalhar no sentido de fazer cortes e obrigar a liquidarem as suas dívidas”, frisou.

Apontou como outra ideia e, se os recursos o permitirem, a montagem de contadores pré-pagos para diminuir as dívidas, à semelhança do que se faz na ENDE (Empresa Nacional de Distribuição de Energia).

O responsável referiu que esta intenção já foi discutida no último conselho consultivo do sector, que decorreu em Laúca, e de momento está-se a negociar com operadores públicos e privados com vista a encontrar um parceiro viável que possa financiar os contadores pré-pagos.

Quanto a projectos futuros para a zona de Benguela, o PCA deu a conhecer que já está identificada a terceira etapa do projecto “Águas de Benguela”, com algum orçamento desde 2012, cujo valor não foi avançado.

Benguela, acrescentou, cresceu para o sul e este projecto abrange o aumento da produção, tratamento e distribuição de água ao domicílio, um projecto integrado, em que o orçamento carece de uma actualização tendo em conta a actual realidade do país.

Neste âmbito, foi feito um estudo e já está sendo consolidado, para o aumento da produção de água e atender o litoral sul da província de Benguela, sendo os bairros adjacentes como Agostinho (área mais crítica), Ekuikui1, Agostinho Neto, Bela Vista baixa, 17 de Setembro, Sagrada Esperança baixa, Cambanjela 2, zonas com alguma irregularidade no fornecimento de água.

Segundo o responsável, esta irregularidade deve-se ao facto do rio cavaco ser intermitente, ou seja, não tem água todo ano, e a captação a partir deste também não tem grande qualidade, sendo o rio Catumbela a outra fonte que atende neste momento alguma sensibilidade.

Garantiu que o sector continua a trabalhar na montagem de contadores convencionais, em função das prioridades dos bairros, com recursos próprios, uma vez que o estado não fez um investimento na área comercial, mas apenas no processo que visa aumentar a quantidade e distribuição de água.

Com cerca de 50 mil clientes cadastrados, dos quais 80 por cento possui contadores, a empresa tem uma capacidade de distribuição de água em média de três (3) mil metros cúbicos/dia, através de um sistema de gravidade 24/24 horas nas áreas onde há capacidade de distribuição.

“Onde a água não chega e temos limitações é preciso um investimento acrescido, porque o nosso sistema está a trabalhar no limite máximo do que podemos distribuir”, adiantou o PCA.

Para esta fase da pandemia, deu a conhecer que, a EASB tem também trabalhado com as administrações municipais, para apoiar na distribuição grátis de água às populações das zonas mais carentes.

No que toca a salários em atraso, salientou que a empresa tem apenas o mês de Julho com alguns trabalhadores que recebem no banco BCI, em função do momento que está a atravessar, visto que conta apenas com receitas próprias para satisfazer as suas necessidades.

“Estas receitas não chegam para atender todas as necessidades do sector e o valor que se arrecada não é suficiente para pagar salários e investir. Temos alguns trabalhadores no banco BCI com salários em atraso e na medida em que vamos arrecadando as receitas vamos pagando paulatinamente”, disse.

Quanto as reclamações de clientes com cobranças avultadas, notou que a solução passa pela montagem de contadores através de uma carta de solicitação para o efeito, visto que a cobrança por estimativa é feita pelo escalão em que se encontra e a tarifa por metros cúbicos é calculada através do valor médio que se consome numa determinada zona.

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