“Os preços do petróleo desceram da barreira psicológica dos 60 dólares pela primeira vez em mais de seis meses, e se continuarem assim por um período longo isso pode amplificar as pressões de liquidez de moeda externa em Angola e da balança de pagamentos, levando o banco central a tolerar uma desvalorização mais acentuada do kwanza”, escrevem os analistas.

No relatório de agosto sobre os mercados financeiros africanos, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas do departamento de pesquisa deste banco sul-africano antecipam que é possível que o Banco Nacional de Angola mantenha a taxa de juro de referência nos 15,5% por mais algum tempo.

“Embora esta manutenção dos valores pareça alinhada com a convicção de que a inflação deverá fechar o ano perto da meta dos 15%, vemos a inflação a cair muito lentamente”, dizem os analistas, lembrando que a inflação teve um crescimento médio mensal de 1,1% na primeira metade deste ano, o que é metade da subida durante o mesmo período do ano passado.

“Isto permitiu que a inflação tenha abrandado para 17,3% em junho em Luanda face ao período homólogo de 2018 e para 16,9% a nível nacional, mais baixo que os 20,2% e 19,5%, respetivamente, registados durante o mesmo período de 2018″, concluem os analistas na parte dedicada a Angola.

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