Segundo dados do balanço referente ao último trimestre de 2019 do sector diamantifero, o preço médio do período em análise cifrou-se em USD 136,40/quilate, representando uma redução de 10,2% relativamente ao período similar de 2019, devido a situação actual do mercado internacional de diamantes.

No trimestre em referência, foi comercializado um volume total de três milhões, quatro mil e 250 quilates, correspondentes a um incremento da produção em 19,8% comparativamente ao período homólogo, após a venda de dois ciclos de produção da Sociedade Mineira de Catoca (SMC), em Dezembro.

Sabe-se que 89,4 % (um total de 2,685/quilates) dos diamantes comercializados são provenientes de depósitos primários de kimberlitos e os restantes 10,6% (um total 319.049/quilates) de origem aluvionar.

Os diamantes comercializados no período em causa tinham como proveniência as províncias da Lunda Sul com a maior fatia (89%), Lunda Norte e Bié.

O relatório apresentado nesta sexta-feira espelha que em 2019 foi realizado o segundo leilão de diamantes brutos, tendo sido vendido dois lotes de 127,7 mil quilates cada, que geraram uma receita total de USD 24,1 milhões, e nove pedras especiais com peso total de 320,87 quilates, que geraram uma receita de USD 3,7 milhões.

No global, em 2019, foram comercializados um total de nove milhões, 442 mil e 807 quilates, o que proporcionou uma receita bruta de mil milhões, 299 milhões e 397 mil dólares, representando um aumento de 12,3% na produção e um incremento na receita de 6,2%.

À margem da sessão de apresentação do balanço do sub-sector dos diamantes, o secretário de Estado para Geologia e Minas, Jânio Correia Victor, referiu ser pretensão do Governo aumentar para 14 milhões de quilates a sua produção anual diamantífera, de modo a cumprir com as metas estabelecidas no Plano de desenvolvimento Nacional (PDN 2018-2022).

“Pensamos em aumentar a produção, porque temos metas do PDN para serem cumpridas, que vão para os 14 milhões de quilates. Estamos neste momento com cerca de 9 milhões e a perspectiva é boa”, disse.

Jânio Correia Victor afirmou que os números de produção são satisfatórios e a comercialização também, não obstante os preços do mercado internacional baixarem cerca de 10%.

Referiu também que Angola mantém a sua produção estável, havendo um aumento significativo no IV  trimestre.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.