O acordo foi firmado em Dezembro de 2016, no final da 171 reunião de ministros da OPEP, que contou com a participação de 11 produtores não associados.

Nesta quarta-feira (05.12), em véspera da reunião de ministros que acontece hoje (quinta-feira), os dois grupos criaram o Comité Conjunto de Monitoramento, JMMC na sigla inglesa, para preparar a apresentação aos ministros dos dados sobre a produção de cada membro, a procura e oferta global de petróleo no mercado mundial, bem como a projecção para 2019,tendo em conta vários cenários.

Os ministros serão assim informados hoje (quinta-feira), em plenária, antes da reunião  à porta fechada que deverá definir um de dois cenários possíveis: a manutenção dos níveis actuais de produção, com repercussão imediata na queda do preço ou optarem por cortes na produção global repartida pelos membros OPEP e os não OPEP signatários da declaração de cooperação.

Caso se parta pela segunda hipótese, há ainda outras questões a assinalar que têm a ver com o ponto de partida e a incidência do corte na quota de cada país.

Há, por isso uma grande expectativa em torno da reunião de ministros desta quinta-feira, cuja incógnita será desfeita no encontro e o desfecho conhecido quando for divulgada a Declaração da reunião Ministerial, ao fim da tarde.

A reunião de hoje, da qual Angola está pressente com o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, acontece numa altura em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tem o apoio da aliada Rússia para que os cortes na produção a aconteçam no primeiro semestre do próximo ano.

O apoio do gigante liderado pelo Presidente Vladimir Putin foi anunciado pelo ministro da Energia do Omã, Mohammed Al Rumhy, à saída de uma reunião esta quarta-feira, 5 de Dezembro, em Viena.

Na reunião não chegou a ser discutida a dimensão dos cortes, mas o mesmo ministro considerou que ainda havia tempo para tal e adiantou que poderá ser reduzida a produção em cerca de um milhão de barris/dia.

O grupo de ministros da OPEP, que não inclui a Rússia e outros aliados, tem reunião marcada para esta quinta-feira, na qual deverão chegar a acordo sobre quais os cortes que caberão a cada um dos países. A Arábia Saudita, como o maior produtor, deverá suportar a maior fatia.

Os exportadores da matéria-prima trazem o assunto dos cortes na produção para cima da mesa numa altura em que o barril de petróleo negociado em Londres já desvalorizou mais de 20 dólares desde Outubro, quando chegou a superar a fasquia dos 85 dólares.

Esta quarta-feira o Brent está a valorizar 0,63% para os 62,47 dólares, embora já tenha estado a somar quase 2% durante a sessão.

O alívio nos ganhos fez-se sentir depois de Trump ter defendido uma decisão no sentido oposto através do Twitter. "Esperamos que a OPEP mantenha a oferta de petróleo no nível em que está, sem restrições. O mundo não quer ver, nem precisa, de preços do petróleo mais altos", escreveu Donald Trump na rede social.

A OPEP é responsável por mais de 40 por cento da produção mundial de petróleo, com uma média diária de 32,7 milhões de barris/dia.