A província do Zaire beneficiou de três Brigadas de Mecanização Agrícola, num total de 30 tractores de rodas, igual número de grades de 20 discos e 15 charruas de quatro discos, no âmbito de um programa do Executivo.
Cada brigada de mecanização agrícola, composta por 10 tractores de rodas, igual número de grades de 20 discos e cinco charruas de quatro discos custa o equivalente a AKZ 172 milhões, 877 mil e 962.
Estes meios foram adquiridos pelo Executivo para incentivar e dinamizar o processo de criação de competências no sector privado, cujo trespasse deverá ser feito por via de um concurso público.
Cada um dos potenciais beneficiários deverá pagar, como valor de entrada, o equivalente a 20 por cento do valor global de cada kit, devendo o remanescente ser amortizado num período de cinco anos na razão de 20 por cento por ano.
Estes requisitos foram apresentados, sexta-feira, em Mbanza Kongo, num workshop, pelo vice-governador do Zaire para o sector político, económico e social, António Félix Kialungila, aos empresários e às associações de camponeses e cooperativas agrícolas locais.
O certo é que, estas modalidades de acesso aos meios agrícolas mecanizados, aliadas à excessiva carga de documentos exigidos, num total de 17 requisitos, deixaram insatisfeitos os agentes do campo que os consideraram de inalcançáveis e desajustados à realidade da classe na região.
O secretário da Assembleia de Mesa da Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-Pecuárias de Angola (UNACA) no Zaire, Sousa Pedro Rodrigues, sugeriu ao Ministério da Agricultura e Florestas a rever os custos e os mecanismos de atribuição destes meios.
Na sua opinião, nenhum membro da UNACA ou empresário do ramo agrícola na província está em condições financeiras para pagar uma brigada mecanizada, frisando ser de opinião que a venda fosse feita por unidade.
Kiangani Sousa, outro empresário, entende que com os referidos valores exigidos, aos agentes do campo, será impossível desenvolver-se a agricultura na região, para quem os agricultores locais têm sérios problemas financeiros.
O interlocutor pediu ao Executivo para que reveja os preços das máquinas, de modo a facilitar o acesso a estes meios aos camponeses da região que carecem de tudo para levarem avante a sua actividade.
Para a presidente provincial da UNACA no Zaire, Alice Calasse, estes custos, aliados aos honorários operacionais, pagamento de impostos ao Estado, assim como os valores da segurança social, o camponês ou empresário agrícola está “condenado à falência à partida”. Estas e outras preocupações serão canalizadas às estruturas competentes, segundo o vice-governador.
As brigadas de mecanização agrícola têm como utilidade preparar as terras, que abarcam operações de lavoura e a dragagem de campos agrícolas, de forma mecanizada.
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