No que se refere aos países do euro, na comparação com as anteriores projeções macroeconómicas de verão, publicadas em julho, as previsões de outono do executivo comunitário retiram uma décima às expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano (há quatro meses previa uma expansão de 1,2%) e duas décimas à previsão de crescimento em 2020 (antecipava antes 1,4%).

A Comissão espera que o ritmo de crescimento se mantenha em 1,2% também em 2021.

O executivo comunitário reviu também em baixa as previsões para economia alemã, a maior da zona euro, apontando para um crescimento de 0,4% em 2019, face aos 0,5% estimados em julho, e para 1,0% em 2020, face à anterior estimativa de 1,4%.

Em 2021, o ritmo de crescimento do PIB alemão deverá permanecer nos 1,0%.

Já a economia francesa manterá um ritmo de crescimento de 1,3% no ano corrente.

O PIB de França deverá crescer 1,3% em 2019 (sem alterações face às duas estimativas anteriores) e em 2020, tendo a estimativa para o próximo ano sido revista em baixa pela segunda vez, depois de ter sido apontado um crescimento económico de 1,5%, na primavera, e de 1,4%, no verão.

Para 2021, Bruxelas antecipa um novo abrandamento da economia francesa, para 1,2%.

As previsões de hoje alertam para um défice de 3,1% nas contas públicas de França, acima do limite de 3% imposto pelas regras europeias do pacto de estabilidade.

Por seu lado, a Itália deverá manter o seu ritmo de crescimento de 0,1% este ano, antecipando-se um arrefecimento para 2020, de 0,7% para 0,4%, alertando Bruxelas para um aumento do défice e da dívida nos próximos anos.

Em 2021, a economia italiana deverá crescer 0,7%.

Para a economia irlandesa está previsto um crescimento de 5,6% este ano, que se modera para 3,5% em 2020 e 3,2% em 2021

A economia grega, por seu turno, deve crescer 1,8% este ano e acelerar para 2,3% em 2020, e manter-se resiliente face ao ambiente externo mais enfraquecido.

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