Numa ronda, a Angop constatou que a reabertura dos serviços de restauração, inoperantes devido ao Estado de Emergência, que vigorou no país de 27 de Março a 25 de Maio do corrente ano, está a ser também marcada por pouca procura por parte dos clientes.

O reduzido número de clientes nesses locais é motivado pelo receio da covid-19, apesar de a província estar sem registo de casos positivos desta pandemia, que já infectou 77 pessoas em Angola, 44 dos quais de transmissão local, com 4 mortes, 18 recuperados e 55 doentes activos.

A directora geral do Hotel Terminus de Ndalatando, Quame Simanta, reconheceu a importância da observância das novas regras que terá de implementar no seu estabelecimento, neste momento em que o Governo permitiu a reabertura dos restaurantes em segurança face à covid-19.

"À chegada, medimos a temperatura do cliente após a lavagem das mãos e, se não garantir confiança, não poderá entrar. Já no interior, estes sentam-se à mesa com distanciamento de dois metros em relação a mesa ao lado", refere a responsável.

O plano de contingência do restaurante daquela unidade hoteleira no combate à covid-19 prevê também que os pedidos de comida cheguem à mesa com funcionários sempre munidos de máscaras e luvas.

As contas são liquidadas através de Terminal de Pagamento Automático (TPA) ou em dinheiro exacto, para evitar manuseamento constante de notas e moedas na entrega de trocos aos 20 ou 30 consumidores autorizados em simultâneo no referido restaurante. A capacidade normal é de 60 clientes.

A medição da temperatura corporal para os funcionários à entrada e à saída dos turnos, bem como a desinfecção integral das mesas e cadeiras após os clientes se irem embora, são outras das medidas adoptadas, segundo a directora geral do Hotel.

Já António dos Santos, há mais de 20 anos na restauração e dono do restaurante Oásis, declarou que “a pandemia é a catástrofe que aconteceu no mundo e que atingiu o sector da restauração”.

Pois, para si, a forma de combater o novo coronavírus passa pela implementação das medidas de segurança decretadas pelo Governo no âmbito do Estado de Calamidade no país, visando a prevenção da covid-19.

Com uma capacidade de 80 pessoas, o mesmo disse ter criado condições para que o atendimento seja abaixo dos 50 por cento da sua lotação, como forma de transmitir segurança aos clientes que ainda manifestam receio em voltar a frequentar locais públicos

“Estas medidas marcam o início de uma nova era nos serviços de restaurantes e similares do país”, concluiu.

Desinfectar pelo menos seis vezes por dia, e com recurso a detergentes adequados, reduzir a capacidade máxima do estabelecimento (interior, incluindo balcão e esplanada) e o distanciamento físico recomendado fazem parte da estratégia do restaurante, para combater a covid-19.

Na cidade de Ndalatando estão contabilizadas e licenciadas 15 unidades de restauração de pequena e média dimensão.

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