O encerramento das fronteiras, no âmbito do estado de emergência, é para os economistas a origem desta escalada de preços e escassez de alguns alimentos.

“Grande parte dos produtos são importados. Com a redução ou restrição de circulação de pessoas e bens, a disponibilidade de bens reduziu”, diz a economista Inocência Mapisse.

Por outro lado, diz Mapisse, “as pessoas podem aproveitar-se do momento e aumentar os preços dos produtos”.

Caldas Chemane, também economista, explica “tínhamos várias pessoas informais que faziam aquisições nos armazéns, na África do Sul, para abastecer até o mercado formal nacional, mas neste momento as pessoas já não podem fazer isso – é feito mais por importadores formais, que têm as suas limitações”.

O óleo alimentar, açúcar e sabão, este último produto essencial na prevenção da Covid-19, viram os preços disparar por conta do início da cobrança de 17% do Imposto de Valor Acrescentado (IVA), medida entretanto retirada pelo Governo.

“O Governo entendeu estender essa medida de isenção do IVA para o período que vai até dezembro de 2020”, disse, nesta terça-feira, 13, Ludovina Bernardo, porta-voz do Conselho de Ministros.

O economista Caldas Chemane elogia a medida, mas sublinha que “nós esperamos é que os comerciantes reflitam essa retirada do IVA no preço do açúcar, óleo e sabão”.

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