O valor inclui "309 milhões de dólares [282 milhões de euros] do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seus Estados-membros", já anunciados em abril, "bem como programas planeados pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento".

Além daquele valor, os parceiros estão a "reestruturar os programas existentes e um adicional de 200 milhões [183 milhões de euros] será disponibilizado", um apoio que "ajudará a amortecer o impacto de medidas essenciais de distanciamento social, além de permitir a participação contínua dos mais vulneráveis na economia", lê-se no documento.

O ICCT (acrónimo inglês para International Community COVID-19 Task Force) é composto por representantes das Nações Unidas (UNRC), Banco Africano de Desenvolvimento (AFDB), Banco Mundial, embaixadores da União Europeia (UE), Irlanda e dos Estados Unidos da América (EUA), bem como as altas comissárias do Canadá e do Reino Unido.

Este grupo reuniu-se na segunda-feira com os ministros da Economia e Finanças, Indústria e Comércio, Género, Criança e Ação Social, e os vice-ministros dos Transportes e Comunicação e Negócios Estrangeiros e Cooperação, "para discutir a resposta moçambicana à COVID-19".

Os parceiros acolheram "com agrado" a "coordenação e parceria positivas" entre ministérios, incentivando as entidades governamentais "a usarem modelos que visam alcançar as populações mais vulneráveis e as áreas com maior incidência esperada" de infeção pelo novo coronavírus.

O grupo "também saudou a prioridade do Governo Moçambicano à assistência humanitária a Cabo Delgado".

“É nosso objetivo comum continuar nesse caminho, a trabalhar e cooperar com o Governo de Moçambique para garantir a implementação das medidas do estado de emergência", refere o comunicado, no qual a comunidade internacional se diz "aberta para discutir mecanismos práticos de apoio".

O novo valor (500 milhões de dólares) e o que resulta da reestruturação de programas (200 milhões de dólares) corresponde ao apoio pedido pelo Governo aos parceiros, em Maputo, a 23 de março, para cobrir o buraco fiscal provocado pela pandemia de COVID-19 no Orçamento de Estado (OE) de 2020, bem como para financiar o combate à doença e dar apoios para os mais pobres.

Moçambique regista 162 casos de infeção pelo novo coronavírus.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

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