Segundo os dados publicados hoje pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, as vendas caíram 96% e 89%, na primeira e na segunda semana do mês, respetivamente.

O número de retalhistas que retornaram ao trabalho após as férias do Ano Novo Lunar, que terminaram em 31 de fevereiro, ainda é muito baixo, assim como o número de clientes dispostos a comprar um veículo novo durante aquele período. Apenas compras "urgentes" foram feitas, segundo a Associação.

Em 2019, as vendas de automóveis caíram pelo segundo ano consecutivo na China, à medida que a guerra comercial com Washington e a desaceleração da economia chinesa afetaram a confiança do consumidor.

A queda nas vendas é um golpe para as fabricantes globais, cujo aumento das receitas depende do mercado chinês, face a crescimentos anémicos nos Estados Unidos e na Europa.

A mesma fonte estima ainda uma queda homóloga de 70%, na primeira metade do mês, no fabrico de automóveis no país, devido às dificuldades em reabrir fábricas e à interrupção no sistema de fornecimento de componentes.

A China concentra 27% da produção mundial de automóveis, face a 7% em 2003, quando enfrentou um surto de pneumonia atípica. O encerramento de fábricas no país constitui assim um entrave na cadeia de produção global de componentes automóveis.

No entanto, o relatório garante que a estagnação durante as duas primeiras semanas de fevereiro é "temporária" e que, caso sejam aplicadas políticas de apoio ao setor e de incentivo ao consumo, as vendas recuperarão ao longo do ano.

As autoridades prometeram, esta semana, que vão estudar medidas para "estabilizar" o mercado automóvel, perante o impacto do surto nas vendas.

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