Os números confirmam que o segundo trimestre, em que foram impostos bloqueios maciços à Europa, à América e a outras regiões, está de acordo com as previsões para todo o ano emitidas pela OMC em abril último, que situam a queda do comércio mundial entre 13% e 32% em 2020.

A OMC sublinha que o declínio anual do comércio poderá ser em torno da previsão mais “otimista” (-13%) se se conseguir um aumento de 2,5% nos restantes dois trimestres do ano, embora os receios de uma segunda vaga da pandemia, de novas tensões comerciais e de outros fatores aumentem a incerteza, também para 2021.

“A queda no comércio é histórica, a mais acentuada de sempre, mas olhando para o lado positivo poderia ter sido muito pior”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevedo, quando os números foram divulgados.

“As decisões políticas têm sido críticas para amortecer o golpe na produção e no comércio e continuarão a desempenhar um papel importante na determinação do ritmo de recuperação económica”, acrescentou o brasileiro, que deixará a liderança da agência no final de agosto.

Azevedo salientou que, para facilitar uma recuperação do comércio e da produção no próximo ano, deve haver uma coordenação das políticas fiscal, monetária e de apoio ao comércio.

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