Falando hoje, quarta-feira, à Angop, no Lubango, o presidente do conselho de administração da empresa, Daniel Domingos Quipaxe, disse que o momento exige alguns ajustes nos procedimentos de operação, que passam pela redução de sete para quatro composições semanais, com a metade da sua capacidade.

Face ao actual momento, o comboio vai apenas carregar e descarregar passageiros no Lubango, Quipungo, Matala, Cuvango (Huíla), Cuchi e Menongue (Cuando Cubango).

Antes de ter sido decretado do Estado de Emergência, no trajecto de 502 quilómetros havia paragens em 36 estações.

“Para cada estação vamos disponibilizar uma carruagem de 75 lugares e serão vendidos somente metade da capacidade da mesma”, frisou o PCA.

Daniel Quipaxe salientou que os cuidados de prevenção à covid-19 estão acautelados, pois as carruagens serão desinfectadas antes de cada viagem, para além da disponibilização de álcool em gel à entrada das mesmas, dispositivos com água e sabão nas estações e a exigência de uso obrigatório de máscara facial aos passageiros e tripulantes.

Informou que para os municípios da Matala e Cuvango estão disponibilizados dois vagões para o transporte de carga.

“Vamos avaliar o comportamento da população nesse quesito, para aferir a possibilidade de aumentar a frequência semanal e a capacidade nas carruagens”, frisou.

A circulação do comboio de passageiros no CFM foi suspensa a 27 de Março último, como consequência do Estado de Emergência que vigorou até ao dia 25 deste mês, tendo a empresa pública mantido somente o transporte de carga contentorizada, granito, combustível e lubrificantes no traçado Lubango - Namibe e vice-versa.

De Moçâmedes a Menongue, num traçado de 746 quilómetros, o CFM passa por dois municípios do Namibe, cinco da Huíla e dois do Cuando Cubango, com altos índices de produção, sobretudo Cuvango, Matala, Jamba e Quipungo (Huíla), assim como Menongue e Cuchi (Cuando Cubango).

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