Em comunicado, o BAD explicou que a subvenção hoje aprovada é destinada a apoiar a resposta à COVID-19 e fortalecer os sistemas de saúde na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e em São Tomé e Príncipe.

Moçambique, Lesoto, Maláui, Madagáscar, Zâmbia e Zimbabué são países membros da SADC.

“A rápida disseminação da COVID-19 pelos países da África Austral indica que a pandemia não conhece fronteiras, exigindo uma abordagem regional para fortalecer a resposta do sistema público de saúde e alavancar economias de escala”, destaca o comunicado.

Estes recursos serão “direcionados para facilitar a deteção precoce da COVID-19″ e também para “responder a futuras ameaças decorrentes de epidemias e pandemias de doenças transmissíveis”.

O objetivo é o fortalecimento institucional, fornecimento de equipamentos médicos e equipamento para responder aos casos, como ventiladores não invasivos.

O comunicado explica ainda que cerca de 1,3 milhões de euros deste programa irá beneficiar diretamente Moçambique “através do fornecimento de consumíveis médicos, para aumentar os testes e o rastreamento”.

“O Governo de Moçambique tomou medidas antecipadas para conter um rápido surto da covid-19 e para fornecer o tempo necessário para criar as condições para uma resposta eficaz à pandemia, mas o desafio é enorme, inclusive para sistemas de saúde mais robustos, visando este donativo reforçar essas ações”, pode ler-se.

O projeto será implementado pela SADC, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

Para a diretora-geral do BAD, Josephine Ngure, citada no comunicado, este projeto “visa reforçar uma resposta coordenada da saúde a nível regional” em parceria com a SADC e a OMS.

O comunicado do BAD destaca ainda que este programa é “um dos primeiros passos de uma série de futuras medidas” para apoiar Moçambique a responder à pandemia, proteger vidas e meios de subsistência e estabelecer as bases para uma recuperação económica inclusiva.

“Estas medidas fazem parte do Mecanismo de Resposta a Crises Pan-Africano de 7,4 mil milhões de dólares do Banco, destinado a reduzir o impacto económico e social da pandemia no continente”, conclui.

A pandemia de COVID-19 já provocou quase 482 mil mortos e infetou mais de 9,45 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 8.856 mortos confirmados em mais de 336 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infeções e de mortos (2.001 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.556 casos e 19 mortos), Cabo Verde (1.003 casos e oito mortos), Moçambique (788 casos e cinco mortos), São Tomé e Príncipe (710 casos e 13 mortos) e Angola (212 infetados e 10 mortos).

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