Segundo informações disponibilizadas no site do Consulado de Portugal em Luanda, deverá ser operado um voo da TAP no dia 26 de Junho, às 22:45, devendo as informações ser confirmadas junto da companhia aérea portuguesa.

Está previsto um outro voo da mesma companhia no dia 1 de Julho, às 11:00, adianta ainda o consulado, remetendo todas as informações sobre reservas e eventuais alterações de bilhetes para a TAP.

O consulado esclarece que “não está em curso uma operação de repatriamento/evacuação de cidadãos residentes em Angola”, sendo os voos de regresso a Portugal da responsabilidade das companhias aéreas e aconselha os interessados a contactar as agências de viagem e as empresas de aviação.

A angolana TAAG vai também operar ligações Luanda-Lisboa (só idas) nas terças-feiras e quintas-feiras, nos dias 30 e 02 de Julho, segundo informações disponibilizadas por agências de viagens que estão a comercializar os voos.

Angola fechou todas as suas fronteiras no dia 20 de março, mas tem autorizado alguns voos humanitários para regresso de cidadãos angolanos que se encontram no exterior ou saída de estrangeiros que desejam voltar aos seus países de origem.

Um decreto executivo conjunto publicado a 12 de Junho menciona o dia 30 deste mês como data prevista para a retoma das viagens internacionais de, e para Luanda, mas sujeita a confirmação das autoridades sanitárias.

No entanto, um novo decreto hoje publicado, fixa nova cerca sanitária em Luanda até 10 de Julho, devido à “situação preocupante” da pandemia, o que parece deixar mais distante a possibilidade de retoma de voos comerciais na data prevista.

Questionada pela Lusa, fonte da TAP diz que a transportadora portuguesa está preparada para operar voos comerciais “logo que tenha autorização [das autoridades angolanas] para o efeito”.

O reinício da operação chegou a estar anunciado para 15 de Junho, mas o prolongamento das medidas restritivas gorou as expectativas da TAP que tem realizado voos especiais uma vez por semana, em média, levando carga de Lisboa para Luanda, e regressando da capital angolana com passageiros quando é permitido.

Se a fronteira aérea reabrisse na data programada e fossem retomadas as viagens internacionais a partir de 30 de Junho, a TAP previa a realização de dois voos por semana a partir de Julho, passando para quatro a partir de Agosto, “sujeitos à procura e às restrições impostas às transportas aéreas” pelos Estados, indicou a mesma fonte.

Quanto à TAAG, “só está focada, por enquanto, nos voos humanitários”, disse à Lusa uma fonte da transportadora angolana, sublinhando que “há outros factores a ponderar” como a evolução da covid-19.

Angola anunciou, na quinta-feira, o maior número de casos num só dia (15), desde o início da pandemia, ultrapassando a barreira das 200 infecções.

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