Em causa estão subsidiárias que controlam a participação de de 56,9% na instalação de GNL em Darwin e no campo petrolífero Bayu-Undam, recurso em águas timorenses no Mar de Timor e que está atualmente na reta final da produção.

O pacote vendido inclui ainda as subsidiárias que controlam uma participação de 37,5% no projeto Barossa e no campo petrolífero de Caldita, a sua partiicipação de 40% no campo Poseidon e a participação de 50% no campo Athena.

A empresa explica em comunicado que manterá a sua participação de 37,5% no projeto de GNL Austrália Pacifico e as funções de operador nessa unidade de GNL.

A operação de desinvestimento da petrolífera norte-americana ocorre um ano depois da ConocoPhillips ter vendido à petrolífera timorense, Timor Gap, a sua participação de 30% no consórcio do Greater Sunrise, no mar de Timor.

A empresa mostrou satisfação pelo acordo de venda, no valor de 350 milhões de dólares, e reconhece "divergências" com o Governo sobre o modelo de exploração: Timor-Leste quer um gasoduto para o sul do país e a petrolífera queria usar o existente para Darwin.

O vice-presidente executivo e diretor de operações da ConocoPhillips, Matt Fox, disse que a empresa estava “extremamente orgulha” do trabalho na região durante as duas últimas décadas.

“Estamos satisfeitos que a Santos reconheça o valor dos negócios existentes, bem como a oportunidade de desenvolver a Barossa e, assim, continuar as operações de Darwin GNL durante mais 20 anos mais”, disse.

“Embora acreditemos que o projeto GNL de Darwin continua a ter entre os custos mais baixos das opções de fornecimento à nova oferta global de GNL, esta operação vai permitir destinar capital para outros projetos que acreditamos gerarão um maior valor a longo prazo para a ConocoPhillips”, explicou.

A empresa nota que a produção associada aos ativos vendidos à Santos foi de aproximadamente 50 mil barris de petróleo-equivalente por dia (MBOED) durante o primeiro semestre deste ano.

As reservas dos ativos ascendiam a aproximadamente 39 milhões barris no final do ano 2018.

Espera-se que a operação de venda hoje anunciada, que necessita ainda de autorizações dos reguladores, se conclua no primeiro trimestre de 2020.

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