O débito foi anunciado hoje, quinta-feira, à Angop, no Luena, pelo presidente em exercício do Conselho da Administração, Eurico Jorge, lamentando o comportamento dos clientes e dos actos de vandalismo registados no referido período.

Eurico Jorge especificou que a dívida abrange os clientes domésticos sociais de escalão um e dois, serviços industriais, de comércio, hotéis, padarias e girafas, entre particulares e do sector público.

O responsável explicou que o não pagamento da água, associado aos actos de vandalismo, dificultam a operacinalização do sistema, para poder renumerar os funcionários e melhorar os serviços prestados ao público.

Conforme o responsável, se todos os clientes honrassem as suas obrigações, a empresa arrecadaria um montante no valor de nove a 10 milhões de Kwanzas/mês.

Sublinhou que esse valor seria uma “lufada de ar fresco” para a sustentabilidade da empresa.

Com sete mil e 425 ligações domiciliárias, das quais sete mil com contractos do regime pós-pago, apenas  mil e 500 clientes pagam a água, através do sistema de contadores.

Desdo o início do processo de cobranças, em 2019, a empresa arrecadou cerca de 16 milhões de Kwanzas.

Esclareceu que um cliente é cadastrado depois de pagar o contracto, estipulado a um preço de 11 mil Kwanzas, dando-lhe direito a um vínculo laboral, passando a pagar, regularmente, o consumo.

Vandalização de infra-estruturas

Para ter uma ideia, ilustrou que a nível do casco urbano da cidade do Luena e bairros periféricos, o sector tem instalado 54 chafarizes, mas metade já não funcionam e os restantes operam com limitações, devido aos actos de vandalismo.

O vandalismo intencional (roubo e sabotagem) e negligência que ocorrem a nível da rede pública da cidade do Luena e os bairros periféricos, geralmente, consistem em vazões nas caixas de contadores, válvulas e torneiras.

Para inverter este quadro, ressaltou que a EPAS, em colaboração com administração municipal, promove campanhas de sensibilização nos bairros, envolvendo as autoridades tradicionais.

Situação actual da empresa

Ao considerar de estável a situação da empresa, Eurico Jorge disse que no Luena conta com dois subsistemas de abastecimento.

Revelou que no período compreendido entre 27 de Março a 25 de Maio, o sector distribuiu, de forma gratuita, 232.922 litros de água potável a 214.998 mil pessoas necessitadas dos bairros periféricos da cidade do Luena.

Acção do governo local combinada com o Ministério da Energia e Águas, no âmbito de prevenção e combate à covid-19, abrangeu a população dos bairros Calundjidji, lavoco, Sangondo, Capango, Alto-Campo, Samalesso, Sawambo, 4 de Fevereiro, Alto Luena, entre outros.

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