A escalada na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China registou domingo um novo crescendo, com a aplicação por Washington de novas taxas alfandegárias à mais produtos chineses, por um total de centenas de mil milhões de dólares.
Para alémda promessa de retaliação, as autoridades de Pequim decidiram apresentar uma queixa à Organização Mundial do Comércio, contra as medidas da administração Trump.
Segundo o governo da China, as novas taxas alfandegárias implementadas pelos Estados Unidos, violam o consenso alcançado pelos Presidentes Xi Jinping e Donald Trump, no decurso do último encontro do G20, ocorrido em Osaka.
O Ministério do Comércio chinês comunicou que a queixa à OMC, visa salvaguardar os direitos legítimos e os interesses da China.
As novas tarifas alfandegárias americanas aplicadas aos produtos chineses, atingem o valor de 300 mil milhões de dólares. Pequim retaliou ao implementar taxas aos produtos americanos, por um total de 75 mil milhões de dólares.
Pequim entregou a sua queixa ao Orgão de Resolução de Litígios ( “Dispute Settlement Body”, na sigla inglesa) da Organização Mundial do Comércio.
O ORL, uma espécie de Supremo Tribunal do Comércio Mundial, está também em conflito com os Estados Unidos, que acusa o orgão de ter ultrapassado as suas competências e violado a soberania nacional americana.
Washington tem bloqueado há varios meses a nomeação de novos juízes, para a secção de recursos do Orgão de Resolução de Litígios da OMC, como protesto contra veredictos do ORL .
Sem o quórum necessário, o regulamento estabelece que o ORL não está apto a julgar novos casos.
A administração Trump tem-se queixado sistemáticamente das regras da Organização Mundial do Comércio, que segundo ela são injustas com os Estados Unidos, não obstante o facto de que Washington beneficiou de decisões favoráveis, em todas as reclamações apresentadas à OMC.
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