Entretanto, segundo escreve o “Domingo”, o Instituto Nacional para Normalização e Qualidade (INNOQ) diz que tem condições mínimas aceitáveis para passar selos que são aceites na¬queles mercados exigentes e até mesmo em multinacionais que operam no país, mas até então apenas certificou 35 empresas.

O representante da Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), Inocêncio Paulino, disse que Moçambique nunca se preocupou com a questão da certificação de empresas. Para ele, só se começou a falar sobre o assunto aquando da introdução do selo Made in Mozambique que tem uma abrangência nacional.

“Durante muito tempo não havia preocupação com esta situação porque as nossas empresas, que são maioritariamente Pequenas e Médias Empresas (PME), prestavam serviços ao Estado que não exigia nenhum tipo de atestado para o fornecimento de bens e serviços e, por isso, as empresas não se sentiam obrigadas a ter essa documentação”, recorda.

Com a entrada das multinacionais na economia nacional, com destaque as que operam no sector de recursos naturais, verificou-se uma mudança de paradigma, pois este grupo apenas aceita trabalhar com empresas com certificação aceite internacionalmente.

Este facto trouxe novas implicações no que se refere à obrigatoriedade do porte do selo de Higiene e de Segurança Alimentar, processos de contratação do pessoal, contabilidade organizada, arquivo, entre outros aspectos ligados à organização da empresa.

Entretanto, a certificação para uma empresa não sai a menos de 25 mil dólares norte-americanos, para além de obrigar à adopção de um sistema de gestão de qualidade, além da recepção de auditores que vão confirmar o cumprimento de todos os requisitos.

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