“O impacto económico do confinamento no primeiro semestre de 2020 parece ser pior do que o previsto nas previsões da primavera”, estima o executivo comunitário nas suas previsões intercalares de verão divulgadas hoje em Bruxelas.

A Comissão Europeia prevê que a atividade económica deve “continuar a recuperar” durante a primeira metade de 2021 e em seguida “abrandar gradualmente” na segunda metade, o que levaria o crescimento para 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.

O “grave surto” da pandemia da COVID-19 em Espanha e as medidas de confinamento tomadas em resposta desde meados de março último resultaram numa contração “sem precedentes” da atividade no primeiro semestre do ano, sendo, segundo Bruxelas, o setor dos serviços “o mais afetado”.

No setor do turismo, responsável por cerca de 12% das exportações espanholas, o impacto será “agravado” pelo reduzido número de voos e de entrada de turistas, apesar da abertura gradual das fronteiras.

Bruxelas espera que a atividade no setor transformador seja retomada mais rapidamente do que no setor dos serviços, mas “as perturbações nas cadeias de valor globais e a fraca procura podem impedir uma normalização da atividade industrial antes do final do ano”.

Os esquemas de “lay-off” têm “ajudado a limitar a perda de empregos”, mas para a Comissão Europeia o “impacto desproporcionado” da crise nos setores de mão-de-obra intensiva resultará num “aumento significativo” da taxa de desemprego e “é provável” que se verifiquem novos aumentos quando esses mecanismos de apoio forem progressivamente eliminados.

O executivo comunitário estima que, devido à queda acentuada dos preços do petróleo, a inflação desça de 0,7% em 2019 para -0,1% este ano, antes de subir para 0,9% em 2021.

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