Tractores e outro equipamento pesado foram apreendidos na investigação a um contracto de empreitadas que terá violado a exigência de um concurso público

Concluída a apreensão da brigada mecanizada de construção civil na província angolana de Benguela, a empresa privada CCJ, suspeita no processo que envolve membros do Governo Provincial, avisa que pode despedir 53 funcionários devido a problemas de tesouraria causados pela apreensão do seu equipamento.

O Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) é o fiel depositário das onze máquinas à guarda da Procuradoria-geral da República.

A CCJ que é alvo de um processo crime relativo também a suspeitas de peculato e associação criminosa. concluiu o primeiro projecto do Plano Integrado de Intervenção Municipal (PIIM), a reabilitação de uma estrada na Baía Farta.

Carlos Cardoso, sócio-gerente da CCJ, que diz ter deixado no Tesouro Nacional 71 milhões de Kwanzas, a primeira parte de um montante que espera liquidar entre cinco a sete anos, disse que a companhia está “a cumprir com as obrigações, incluindo financeiras, e estamos sem máquinas”.

“Não percebemos por que razão a Procuradoria retém os meios”, acrescentou afirmando ainda que “se não resolver o problema até ao final de semana, nós vamos ter de despedir, são 53 trabalhadores que recebem salários sem trabalhar’.

Carlos Cardoso é também presidente da Associação dos Industriais de Construção.

O problema, segundo a investigação, é que o contrato com o Ministério angolano da Agricultura e Pescas só foi celebrado seis meses após a execução do termo de entrega da brigada mecanizada.

Os camiões-cisternas, bulldozers, pás carregadoras e cilindros foram adjudicados sem concurso público, quando, de acordo com o ministro da Agricultura e Pescas, António Francisco de Assis, as autoridades centrais estavam à espera de candidaturas.

‘’O Ministério celebrou um contrato com uma consultora independente para a avaliação e fiscalização dos critérios das empresas candidaturas” disse o ministro numa recente visita,

“ As candidaturas deveriam ser feitas localmente’’, acresentou

Vários membros do Governo Provincial, com o secretário-geral à cabeça, e a empresa CCJ já foram interrogados na PGR.

Técnicos do INEA continuam a avaliar o estado das máquinas que serviram a operadora privada ao longo de vários meses.

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