Segundo o responsável do Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK), Alberto Carneiro,que falava hoje à imprensa, a primeira fase do processo está a ser marcado pela descarga da albufeira da barragem de Cambambe, iniciado no dia 08 deste mês.

Esse trabalho permitiu baixar já o nível para nove dos 29, 5 metros de água previstos até ao dia 19 de Agosto, visando a injecção de massa betuminosa nos encontros da queda de água do complexo hidroeléctrico.

Disse tratar-se de um processo normal que ocorre em qualquer obra de construção de complexos hidroeléctricos visando a eliminação de algumas fissuras resultantes do alteamento feito em várias camadas, de modo a tornar a estrutura mais  homogénea.

Finda a fase de descarga, referiu, será dado o início da injecção da massa betuminosa, num período de 30 dias e que depôs de concluído irá permitir a retenção das águas e de seguida repor os níveis desejados, para o normal funcionamento da barragem que conta com uma quota máxima de 130 metros de altura.

Indicou que com o rebaixamento da albufeira, a barragem de Cambambe reduziu os níveis de produção, de 960 Megawotes (MW), para 260 megawatss de energia eléctrica, face a completa paralisação dos quatro grupos geradores da central número dois (dotada de 700 MW), adiantando que até ao final do processo, a barragem passará a produzir apenas 180, correspondente a 45 MW para cada grupo da primeira central.

A restrição no sistema de produção não deverá influenciar na  distribuição de energia em todo país, com a conexão do sistema Norte e Centro, através do ciclo combinado do Soyo, introduzido no circuito para compensar o défice verificado na produção com tal operação.

Após a conclusão das obras, o responsável referiu que a barragem de Cambambe estará dotada de condições para produzir ao máximo da sua capacidade instalada, 960 MW.

Para aferir o andamento do processo, uma comitiva do Ministério da Energia e Águas, encabeçada pelo Secretário de Estado, António Belsa da Costa, realizou uma visita de trabalho à barragem de Cambambe nesta terça-feira.

O aproveitamento hidroeléctrico de Cambambe, cujas obras de construção tiveram início em 1958, entrou em operação com o seu primeiro grupo gerador, produzindo 45 Mw, no dia 06 de Outubro de 1962 e, no ano seguinte, entrou em funcionamento o segundo grupo de igual potência, fornecendo energia para Luanda e demais províncias do Norte.

Em 1972 entram em funcionamento os dois outros grupos (3 e 4),  produzindo um total de 180 Mw. Tal potência se manteve até princípios de 2009, altura em que se deu início ao processo de reabilitação e ampliação do complexo hidroeléctrico que, até então alimentava o sistema eléctrico Norte que compreende as províncias de Luanda, Cuanza Norte, Malanje e Cuanza Sul.

Em 2009, foi aprovado um projecto do Governo de modernização da antiga central que decorreu em paralelo com as obras de construção da central II, iniciadas em 2011 e concebida com quatro grupos geradores dotados de uma capacidade 175 MW/cada, totalizando 960  MW, cuja inauguração ocorreu em Junho de 2017.

O projecto de reabilitação e ampliação da barragem de Cambambe esteve dividido em três fases, nomeadamente, Alteamento (de 100 para 130 metros),  modernização da antiga central e a construção da central número dois que contribuiu para elevação significativa dos níveis de produção de electricidade.

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