decisão foi hoje comunicada em conferência de imprensa pelo governador, José de Lima Massano, após a reunião, que decorreu em Luanda.

Os coeficientes de reservas obrigatórias para moeda nacional e estrangeira, mantêm-se nos 22% e 15% respectivamente, e foi também decidido manter as taxas de juro das facilidades permanentes de absorção de liquidez, com maturidades 'overnight' e sete dias em 0% e 10%, respectivamente.

“O CPM constatou que o processo da desinflação da economia continua o seu curso, não obstante a implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a liberalização da taxa de câmbio, ocorridas em outubro de 2019”, referiu.

Em outubro, a inflação apresentou uma variação mensal de 1,38%, ligeiramente abaixo da registada no mês anterior (1,45%) e uma variação homóloga de 16,08%, igual à observada no período anterior (16,08%), sendo a classe de alimentação e bebidas não alcoólicas o principal factor de pressão sobre os preços na economia.

Por sua vez, a variação mensal do Índice de Preços Grossista (IPG) fixou-se em 1,58%, ficando ligeiramente acima da variação verificada no mês anterior (1,51%), enquanto a homóloga se situou em 18,10%, superior à registada no mês anterior (17,76%).

A variação do IPG dos produtos nacionais continua acima da variação dos produtos importados, cenário que se observa desde meados de 2018, destacou o CPM.

Lima Massano apresentou ainda um conjunto de indicadores relativos às reservas bancárias em moeda nacional, depósitos e créditos, entre outros, que justificam a manutenção de uma política monetária “restritiva”, promovendo “uma gestão mais fina da liquidez no sistema, com recurso a Operações de Mercado Aberto” para manter um curso de maior estabilidade de preços e a consolidação do regime de taxa de câmbio flutuante.

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