"O gabinete [do conselho de governadores do BAD] concorda em autorizar uma revisão independente" às "acusações" de "denunciantes" contra Adesina "dentro de duas a quatro semanas", afirmou o presidente do gabinete, Nialé Kaba, também ministro do Planeamento e Desenvolvimento da Costa do Marfim.

Essa "revisão independente”, solicitada pelos Estados Unidos, “terá que ser realizada por uma pessoa neutra, íntegra e de alto calibre, com experiência inquestionável e reputação internacional comprovada", disse Kaba.

A decisão foi tomada após um grupo de denunciantes ter acusado Adesina, eleito em 2015 para comandar o BAD, de "comportamento antiético, enriquecimento pessoal e favoritismo".

Após a divulgação das acusações na imprensa, em abril, o BAD apoiou totalmente Adesina em maio, com base num relatório do seu comitê interno de ética,

Adesina declara inocência, mas os Estados Unidos, o segundo acionista do BAD, exigiram uma investigação independente no final de maio, questionando o trabalho do comité de ética, o que enfraquece Adesina, de 60 anos, para uma possível reeleição.

O economista, especializado na área do desenvolvimento e ex-ministro da agricultura da Nigéria, é atualmente o único candidato a um segundo mandato de cinco anos à frente da instituição pan-africana.

O presidente nigeriano Muhammadu Buhari expressou publicamente seu apoio a Adesina na terça-feira.

A Nigéria é o principal acionista do BAD e Adesina é o primeiro nigeriano a liderar a instituição desde sua criação, em 1964.

O BAD tem 80 países como acionistas (54 africanos e 26 não africanos, da Europa, América e Ásia). É a única instituição africana classificada por agências de avaliação financeira com o rating de "AAA", o máximo possível.

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