A agitação logo pelas primeiras horas, segundo apurou à ANGOP, deve-se ao pagamento de salários da função pública e outras transacções bancárias por parte de clientes, desrespeitando, deste modo, o estipulado no Decreto Presidencial sobre o Estado de Emergência.

Alguns clientes afirmaram ser insuportável ficar em casa sem dinheiro, numa altura em que a circulação massiva de pessoas está interdita no país.

Pedro Bernardo, funcionário público, disse estar há dois dias sem conseguir levantar o seu salário do mês de Março, devido a enchentes na agência do BPC na região.

Questionado sobre uma eventual contaminação de Covid-19 por desrespeito das medidas de segurança na fila, o interlocutor disse que cabe as entidades afins porem ordem.

Apontou para a necessidade de abertura de mais dependências do BPC no município do Soyo para se acabar com as enchentes, principalmente nos finais do mês.

Por sua vez, Joana Pedro, professora, reconheceu os riscos de contaminação a que estão sujeitos na fila, mas disse não ter outra alternativa para levantar o seu ordenado.

“Para tratar um cartão multicaixa no BPC aqui no Soyo é um bicho-de-sete-cabeças. A única alternativa é aturar a fila”, desabafou.

Disse existir um outro balcão do BPC no aeroporto municipal, mas este só serve para depósitos.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.