Este facto foi revelado pelo director da barragem, Pedro Sebastião António, à margem da visita do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, que se encontra desde o início da tarde de hoje, quarta-feira, em visita de 48 horas ao município da Caála.

No sector do Gove, adstrito à comuna do Cuima, o vice-presidente da República recebeu cumprimentos de boas-vindas do administrador comunal, Henriques Salviano, ao que se seguiram as explicações sobre o funcionamento da barragem, inaugurada em 2012, num investimento acima dos 279 milhões de dólares norte-americanos, executados pela empresa brasileira Odebrecht.

Pedro Sebastião António explicou que, para gerar os 60 megawatts da capacidade instalada, é necessário uma vazão na ordem dos 117 metros cúbicos por segundo de reposição dos caudais dos rios, no sentido de elevar os actuais mil e 571 metros de altura, para mais de mil e 588 do nível nominal de altura da água da albufeira necessário.

Tal facto não se observa, uma vez que, de acordo com Pedro Sebastião António, o nível de vazão de água de reposição do caudal dos rios encontra-se, actualmente, abaixo dos 14,4 metros cúbicos por segundo, fazendo com que o empreendimento contribua apenas com 10 megawatts na rede de fornecimento de energia eléctrica.

O Aproveitamento Hidroeléctrico do Gove, com três turbinas, para gerar 60 megawatts, comporta a Barragem, a Casa de Força e a Subestação.

A Casa de Força é onde se encontram as máquinas que transformam a energia mecânica em eléctrica, sendo que, na subestação, é onde se eleva o nível de tensão de 11 mil watts para 220 mil watts.

As obras de construção da barragem hidroeléctrica do Gove tiveram início em 1969 e foram interrompidas em 1975, devido ao conflito armado. Em meados de 2001 teve início uma nova intervenção que culminou com a data de inauguração, 22 de Agosto de 2012.

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