O aviário, que produz 23 mil e 800 ovos por dia, funciona desde Dezembro de 2018, mercê de um financiamento do extinto Programa Angola Investe, no valor de um milhão e 500 mil dólares norte-americanos.

Em declarações hoje à Angop, o proprietário do aviário, Hermenegildo Leite, disse que o empreendimento consome 30 mil litros de água/dia, 10 mil dos quais para dar de beber as aves, e 20 mil para o sistema de arrefecimento da nave.

“Estamos com escassez da água há 15 dias. A fonte de água que abastecia o aviário secou. Situação agravada com avaria registada na conduta de água entre o Xangongo e Ondjiva, inviabilizando a comprar de água em camiões cisternas”, informou.

Hermenegildo Leite explicou que sem água, a neve aquece muito e as aves não suportam esta temperatura, pelo que a solução do problema passa primeiro pela disponibilidade de mais água ao aviário.

Localizado em Oipembe, a nove quilómetros de Ondjiva, o aviário proporcionou a criação de 29 postos de trabalho aos jovens locais, e já produziu três milhões e 500 mil ovos e conseguiu arrecadar 99 milhões e 400 mil  de kwanzas resultantes das vendas.

Em setembro, vários respiradores da conduta de água entre o Xangongo (municípuio de Ombadja) e Ondjiva (Cuanhama) foram vandalizados, por desconhecidos, em consequência da seca severa que a província do Cunene vive desde Outubro de 2018.

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