Às 14:55 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones descia 0,96% para 26.223,55 pontos e o Nasdaq baixava 1,17% para 7.863,43 pontos. O índice alargado S&P 500 recuava 1,03% para 2.908,54 pontos.

Os bancos e as empresas do setor da saúde lideram as quedas.

O Governo chinês expressou hoje "grande insatisfação" com a decisão dos Estados Unidos de restringir os negócios com várias firmas tecnológicas chinesas alegadamente associadas à repressão contra grupos minoritários muçulmanos no extremo oeste da China.

"A China expressa a sua grande insatisfação e oposição resoluta", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Geng Shuang, acrescentando que "não há questões de direitos humanos" na região de Xinjiang.

A decisão do Departamento de Comércio norte-americano coloca várias firmas chinesas que desenvolvem sistemas de reconhecimento facial e outras tecnologias de inteligência artificial na designada Lista de Entidades, por agir contra os princípios da política externa norte-americana.

A lista impede efetivamente as empresas norte-americanas de venderem tecnologia a empresas chinesas sem aprovação prévia da Casa Branca.

O Departamento de Comércio incluiu ainda agências do governo local da região de Xinjiang, no extremo noroeste da China, onde acusa os grupos listados de estarem envolvidos na "campanha de repressão, detenção arbitrária em massa e uso de alta tecnologia para vigilância" contra membros das minorias étnicas de origem muçulmana uigur ou cazaque.

Organizações não-governamentais estimam que a China mantém detidos cerca de um milhão de uigures e cazaques, em campos de doutrinação política, em Xinjiang.

Ao mesmo tempo, o principal responsável da China nas negociações para um acordo comercial com os Estados Unidos, Liu He, viaja hoje para Washington, onde se reunirá com representantes norte-americanos.

O representante norte-americano para o Comércio, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, integram a delegação dos Estados Unidos.

Estas negociações destinam-se a encontrar uma solução para o conflito comercial entre China e Estados Unidos que tem levado a sucessivos aumentos das taxas alfandegárias impostas às exportações de cada um.

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