Os rebeldes iémenitas hutis, apoiados por Irão, atacaram duas importantes instalações de petróleo da Arábia saudita que se viu obrigada a reduzir a sua produção para metade, provocando receio no mercado petrolífero mundial.

Os ataques com drones foram contra a plataforma de Abqaiq, a maior fábrica de tratamento de petróleo do mundo e a zona petrolífera de Khurais, no leste do país.

Os rebeldes iéminitas reivindicaram os dois ataques, que provocaram uma suspensão provisória na produção de petróleo nas duas instalações.

Houve pelo menos uma quebra da produção de 5,7 milhões de barris por dia, ou seja 6% do abastecimento mundial, o que poderá provocar um aumento dos preços de petróleo amanhã na abertura dos mercados petrolíferos.

O Príncipe, Abdel Aziz ben Salmane, ministro da Energia, garantiu que uma parte dessa baixa será compensada  pelo recurso a vastas reservas petrolíferas do país.

Geopolítica petrolífera e diplomacia

Por seu lado, Washington, reagiu com o seu chefe da diplomacia, Mike Pompeo, a qualificar de “ataque sem precedentes no fornecimento energético mundial”.

Um responsável americano acusou o Irão, que apoia os rebeldes, de pôr em perigo o abastecimento do mercado mundial.

O Irão já recusou estas acusações com drones pelos rebeldes iémenitas que apoia na guerra no Iémen.

O pior cenário, no que toca a uma inflação dos preços, seria que um incidente provocasse uma retirada dos mercados duma parte da produção da Arábia saudita, principal produtora mundial de petróleo, declarou, Robert Rapier, especialista dos petróleos na revista Forbes.

Mas acrescentou que se a Arábia saudita mostrar que pode repor rapidamente a produção, essa quebra, não provocará uma enorme alta dos preços.

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