“A CTA quer fazer parte da solução, pelo que se coloca ao dispor das autoridades competentes para colaborar na definição de medidas básicas de segurança para os empresários e minimizar as probabilidades de raptos”, disse o vice-presidente da CTA, Álvaro Massingue, falando em conferência de imprensa.

Álvaro Massingue salientou que os sucessivos raptos nas principais cidades moçambicanas semeiam um clima de terror e pânico e travam a vontade dos investidores de fazer negócios em Moçambique.

Massingue repudiou o rapto na quarta-feira de um empresário do setor aduaneiro na província de Maputo, assinalando que o acontecimento agrava o clima de medo e insegurança.

"A CTA reitera o repúdio contra este tipo de atos e volta a apelar para uma resolução rápida deste que é um mal que tem vindo a afetar negativamente os empresários, inibindo todos os seus esforços de contribuir para uma economia mais estável e próspera", declarou Álvaro Massingue.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de oito raptos, cujas vítimas são sempre empresários ou seus familiares.

Dos casos registados este ano, duas vítimas foram resgatadas pelas autoridades em Maputo, havendo também uma terceira vítima que foi libertada em condições ainda por esclarecer.

Uma das vítimas resgatadas pelas autoridades é o empresário e filantropo indiano Rizwan Adatia, que abandonou Moçambique depois de continuar a receber ameaças de extorsão e de ser novamente raptado.

Após uma onda de raptos nas principais cidades moçambicanas, que teve o pico entre 2012 e 2013, o número de casos caiu nos últimos anos, mas voltou a subir desde o início do ano.

PMA // PJA

Lusa/Fim

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.