A PT Ventures é uma sociedade de direito português, sendo titular de participações sociais em duas Empresas de direito angolano, nomeadamente a Multitel – Serviços de Telecomunicações Lda. (40%) (“Multitel”) e a Unitel S.A. (25%) (“Unitel”).

A Sonangol, que já detinha indirectamente 25% da Unitel, passa com esta compra a deter mais 25% – 50% ao todo, da maior empresa privada de comunicações móveis e dados, da qual Isabel dos Santos detém outros 25% através da Vidatel.

Em comunicado de imprensa, a Sonangol explica que o objectivo da compra da PT Ventures passa por “permitir a estabilização e a normalização das actividades da Multitel e da Unitel, considerando, sobretudo, a importância estratégica desta última para Angola”.

Nos últimos anos, escreve a Sonangol,  ”a Unitel tem-se visto envolvida numa disputa accionista que tem impedido o investimento e desenvolvimento da empresa, conduzindo previsivelmente a uma deterioração da sua condição económica e financeira, caso não sejam criadas as condições que permitam alcançar um consenso accionista. Com esta aquisição, a Sonangol espera reunir condições para que a gestão da Unitel possa aprovar o plano de negócios da empresa, realizar os investimentos necessários e assegurar a estabilidade e a preservação dos postos de trabalho”.

No mesmo comunicado, datado de 24 de janeiro, a petrolífera informa que a aquisição “envolveu o pagamento de um montante inicial de 699 milhões de dólares e um pagamento diferido de 240 milhões de dólares” e justifica tratar-se de um investimento “atractivo” porque além do valor de mercado da PT Ventures, esta empresa tem o “direito ao recebimento de aproximadamente 1.100 milhões de US dólares de dividendos declarados pela Unitel e já vencidos e, bem assim, de um conjunto de direitos indemnizatórios decorrentes da decisão final proferida por um Tribunal Arbitral contra os demais acccionistas da Unitel no valor aproximado de 350 milhões de dólares”.

Lembrar que o cenário anterior da Unitel tinha Isabel dos Santos, que já foi a Presidente Executiva da empresa, detendo 25% da Unitel, o general Leopoldino do Nascimento com outros 25% através da Geni, a Sonangol detendo 25% através da Mercury e a PT Ventures com outros 25%, que são agora da Sonangol.

Esta compra acontece depois de revelados documentos, conhecidos como Luanda Leaks, que Isabel dos Santos e a sua família no centro de investigações em Angola, sob acusações de corrupção.

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