Victor Fernandes expressou o desejo na audiência que concedeu hoje ao sheik dos EAU, Ahmed Al Marktooum, entidade que assinou, na segunda-feira, um acordo de cooperação com o Banco de Desenvolvimento de Angola para facilitar a aquisição de tratores fabricados na Zona Económica Especial, em Luanda, onde se encontra instalada a fábrica.

Em declarações à imprensa no final do encontro, Victor Fernandes disse que os EAU têm um leque de investimentos muito grande no setor agroindustrial e tecnológico, entre os quais a referida fábrica de tratores.

Segundo o ministro, estão instaladas na Zona Económica Especial duas unidades fabris: uma deu já início à produção e a segunda, que irá produzir telemóveis e mecanismos tecnológicos prepara-se para iniciar a sua atividade nos próximos tempos.

“O objetivo deste encontro foi olhar para a outra carteira de projetos que eles querem investir, e fazê-la casar com aquilo que são as nossas necessidades, a nível do investimento industrial”, disse Victor Fernandes.

O titular da pasta da Indústria e do Comércio frisou que Angola está a aumentar a sua produção agrícola, que tem de ter associada a componente do aumento da produção industrial.

“O que dissemos ao sheik é que estamos disponíveis para, do ponto de vista dos projetos de natureza agroindustrial, contar com eles como um dos parceiros para esta empreitada”, indicou.

O governante angolano sublinhou que os EAU têm necessidade de aumentar a sua base de espaços de produção alimentar, por ser um país do deserto, e Angola que tem todas as potencialidades para produção alimentar poderá ser um parceiro “muito importante” nesta procura de bens alimentares.

 “Foi uma discussão importante, porque traçámos os caminhos para a frente daquilo que será o nosso relacionamento, ficou decidido que uma equipa técnica do nosso ministério irá trabalhar em conjunto com uma equipa do sheik para desenvolverem os projetos que forem identificados como prioritários nesta fase”, avançou.

Os setores a privilegiar nos investimentos são alimentação, tecnologias e produção de equipamentos.

O ministro ressaltou que o Estado angolano quer alterar a estrutura económica do país, à semelhança do que fez os EAU “que tinham uma dependência muito grande do petróleo”, e poderá aprender com o histórico desse país.

“Foi introduzindo melhorias na sua estrutura económica e alterou claramente a sua estrutura económica, atualmente já não depende do petróleo. Os EAU têm no petróleo uma fonte para o seu PIB muito pequena e é uma história de sucesso que gostávamos de aproveitar e usar a experiência para também trabalharmos a nossa”, afirmou.

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