Ao falar quinta-feira num jantar de trabalho com empresários italianos, espanhóis e portugueses, participantes na Feira Internacional de Mármore na cidade italiana de Verona, Diamantino Azevedo explicou que Angola já explora ouro, em pequena escala, e vai em breve iniciar a exportação de ferro, ao que se seguirão projectos de manganês, cobre, lítio e terras raras.

“O nosso potencial em recursos minerais por explorar é muito grande e as rochas ornamentais têm um papel muito importante a desempenhar em Angola, porque o estágio de desenvolvimento do país demanda muita pedra”, declarou o governante, acrescentando ser um desafio que carece de parceiros com larga experiência nessa actividade, como são os italianos, espanhóis e portugueses.

Referiu que o Estado não intervém como produtor de rochas ornamentais, sendo uma actividade em que actuam empresários privados nacionais e seus parceiros estrangeiros.

Hoje, ao discursar na assembleia da Associação de Empresas Europeias de Rochas Ornamentais (EUROROC), o governante afirmou que o sector dos recursos minerais em Angola está perante um desafio que é o aumento da sua contribuição para o PIB, onde o maior contribuinte tem sido a indústria de diamantes.

Segundo o ministro, cerca de 40 por cento dos 1. 246.700, Km2 da superfície de Angola está coberta por rochas que podem ser utilizadas como ornamentais e estudos geológicos têm revelado a existência de uma diversidade de rochas, como granitos, gnaisses, mármore, arenitos e calcários.

Por esta razão, referiu, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que as rochas ornamentais têm um potencial, cujas oportunidades permitem estabelecer boas relações de negócios.

Ilustrando a política de negócios que se pretende desenvolver em Angola, o ministro realçou algumas tarefas já desenvolvidas pelo Executivo, que proporcionam um bom ambiente de negócios, tendo mencionado a actualização da Lei do Investimento Privado que já não coloca qualquer condicionalismo ao investidor, assim como a facilidade de concessão de vistos.

Indicou ainda a atribuição do Título mineiros em 90 dias, de acordo com os estudos de viabilidade técnico, económico e financeiro (EVTEF), a garantia do repatriamento de capitais e a isenção de impostos na importação de equipamento, como outros atractivos para os investidores.

O ministro apelou os empresários europeus a olharem a qualidade da pedra angolana e convidou-os a participarem na primeira Conferência e Exposição de Rochas Ornamentais, a ter lugar de 24 a 25 de Outubro próximo, no Lubango, e na Feira Internacional de Minas, em Luanda, de 20 a 21 de Novembro deste ano.

Diamantino Azevedo encontra-se na Itália a frente de uma delegação que participa, pela segunda vez consecutiva, na Feira Internacional de Mármore (MARMOMAC), a decorrer em Verona de 25 a 28 deste mês.

Hoje, visitou os pavilhões de Angola, Espanha, Portugal e Turquia e participa numa gala organizada pela EUROROC.

Na segunda-feira, o governante desloca-se a Roma para participar numa actividade da empresa petrolífera italiana ENI e na cerimónia de entrega de diplomas a estudantes angolanos do curso de refinação, enquanto terça-feira, já na cidade de Milão, terá um encontro com a direcção da ENI, seguido de visitas à refinaria e aos seus laboratórios centrais.

A Itália figura entre os principais destinos das exportações angolanas de rochas ornamentais, como granitos e mármores, ao lado da China, Polónia, Índia, Espanha e Taiwan.

A Marmomac é a feira internacional de mármore, tecnologias para processamento de pedras preciosas, design e arquitectura, que tem lugar anualmente no centro de exposições da Feira de Verona.

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