No Segundo dia da Feira Internacional de Luanda, FILDA, Espanha foi um dos expositores em destaque, que quer trazer a Angola "maior diversidade no investimento, uma vez que este, não passa apenas pelo petróleo". A animação musical ficou a cargo da voz de Afrikanita e da guitarra de Simon Manssini que aliaram a tecnologia à cultura no pavilhão da Unitel.

“Angola não é nem pode ser apenas petróleo, tem que diversificar a sua economia”, realçou o conselheiro espanhol para a economia e comercio Manuel Melero, salientando a importância de outros sectores para o desenvolvimento do nosso País.

"Estamos num país que pode ser uma potência agrícola, ainda em emergência, mas que será um grande produtor. Temos que olhar para Angola como promotor do desenvolvimento de pequenas e médias empresas e nisso Espanha é um parceiro com grandes valias”, explicou.

“Espanha pode ajudar a formar esse tecido produtivo, para se poder gerar emprego”, acrescentou o conselheiro.

Neste momento Espanha tem cerca de 40 empresas a operar em Angola, nos sectores da energia, agricultura, telecomunicações, engenharia, pescas e financeiro, do qual Manuel Melero destaca a presença em Angola do banco TOTTA, participado pelo Santander.

O conselheiro olha para a presença de Espanha na FILDA como uma grande prova da aposta que o país ibérico quer fazer em Angola. "Apesar da grave crise que se vive na Europa, podemos ver nesta feira que os expositores espanhóis fizeram um grande esforço, trazendo 22 empresas a Luanda, o que significa que Espanha continua a apostar em Angola e queremos que Angola diversifique a sua economia e tenha um grande futuro”.

Outros encantos pela feira

Do outro lado do continente está Moçambique, também presente nesta feira à procura de novas parcerias que potenciem o turismo e a promoção de produtos moçambicanos. Santos Chassafari do Instituto de Promoção de Exportação de Moçambique (IPEX), contou que esta não é a primeira vez que o seu país participa na FILDA.

"Temos um Memorando de Entendimento entre Angola e Moçambique que prevê que Moçambique participe na FILDA com um stand gratuito assim como Angola participa na FACIM também gratuitamente", esclareceu Chassafari.

O IPEX confessa que gostaria de ter mais resultados destas participações, mas ainda assim realça o facto de a partir da FILDA já terem fechado negócio com países como o Malawi ou o Zimbabué.

Neste segundo dia a análise é positiva, pois já tinham feito contacto com vários empresários que se mostraram bastante interessados, revelou o responsável o IPEX, que não deixou de chamar a atenção para o "quão caro é o modus vivendi de Luanda".

Da Argentina veio La Sirena, uma empresa de produção de fuba de milho, que exporta para o nosso país já há cerca de três anos. Estão na feira porque acreditam que a médio prazo conseguirão industrializar em terras angolanas.

Do Brasil, país convidado e que tem marcado o dia 21 de Julho como o seu dia na FILDA, vieram entre muitas outras coisas verdadeiros centros de estética e cabelo móveis. Quem passa pode pedir um conselho ou até mesmo um extreme makeover (uma mudança radical).

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