Em declarações aos jornalistas sobre a participação do país na feira de minas “Indaba Mining 2020”, que se realizou entre segunda-feira e hoje, na cidade sul-africana de Cabo, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo, referiu que entre outras estratégias de participação a atracção da Anglo America teve resultado positivo.

Segundo o ministro angolano, em novembro de 2019 foram assinados cinco contratos de investimento mineiro com a Anglo America, para a prospecção ‘green field’ de metais básicos nas províncias do Moxico, Cunene e Cuando Cubango.

O titular da pasta dos Recursos Minerais e Petróleos frisou que no encontro com o CEO da Anglo America, que foi um dos principais palestrantes na abertura da conferência do Indaba Mining este ano, serviu para passar em revista os acordos já assinados, depois de quase dois anos de negociação.

“O que acertámos são já aspectos práticos. Há áreas que se precisa avaliar a questão de existência de minas terrestres, analisámos a questão do acesso à informação geológica produzida no âmbito do Planageo (Palno Nacional de Geologia), analisámos questões de logística e também explicámos à Anglo America a reestruturação que estamos a fazer ao setor”, referiu o ministro.

O governante angolano disse que foram dadas garantias à empresa que a reestruturação em curso “não irá afectar os contratos assinados, poderá afetar no sentido positivo apenas”.

“E também transmitimos à Anglo America que todas as mudanças que estamos a fazer no país em geral e no sector de minas em particular têm sido bem pensadas, bem realizadas e de forma inclusiva, com a participação, como foi no caso do sector dos petróleos, das próprias operadoras. Este novo modelo para o sector mineiro, que em breve levaremos à consideração do titular do poder executivo, tem como finalidade apenas melhorar a gestão do sector e a transparência do sector”, disse.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.