O governante fez este anúncio à margem da sua participação na Feira Internacional de Minas “Indaba Mining”, que decorre de 3 a 6 deste mês, nesta cidade, quando falava a jornalistas sobre o ponto da situação da reestruturação do sector mineiro no país.

“Temos já, neste momento, outorgadas cinco concessões para prospecção de metais básicos a uma grande empresa de prospecção, a Anglo American. Estamos a negociar com outras grandes empresas de mineração. Assinámos o acordo para o projecto de exploração de minério de ferro e para implementação de uma Siderurgia no projecto mineiro de Cassinga”, declarou Diamantino Azevedo.

Sublinhou que há vários projectos em andamento, mas alertou que a característica específica da mineração é o longo prazo. São precisos muitos anos de pesquisa, para ter resultado, e nem toda prospecção resulta em minas. "Mas é necessário ter muitos projectos de mineração”.

Dentre os projectos em curso, citou, além das rochas ornamentais, que é um facto há anos, iniciou-se a produção de ouro, "apesar de ainda numa escala pequena", há outros vários projectos em prospecção de ouro, cobre, terras raras, cobalto, lítio, manganês, ente outros e a expectativa do ministro é de que algum destes projectos em prospecção se transformarão em minas.

Explicou que a presença na Feira da Cidade do Cabo visa também atrair mais empresas, de grande envergadura, de média e pequena dimensão, para investirem na prospecção em Angola.

Quanto ao processo de reestruturação do sector mineiro, disse que está a decorrer como o planeado.

“Queremos reestruturar o sector mineiro sem criar nenhuma instabilidade no sector, da mesma forma como fizemos no sector de petróleos”, indicou.

Considerou que estão neste momento numa fase adiantada, prevendo, ainda para este ano, ter a aprovação do novo modelo de governação, o qual trará “alterações significativas”.

A nível da regulação a novidade será a introdução da Agência Nacional dos Recursos Minerais, e a nível da comercialização, está em fase de finalização estudos para possível introdução do novo modelo de comercialização de diamantes, que poderá passar pela criação da Bolsa Diamantes.

“Portanto, queremos este ano ver o modelo aprovado e também levar à aprovação da Agência Nacional dos Recursos Minerais, e finalizar os estudos da futura bolsa diamantes. Teremos assim um novo modelo”.

Sublinhou que, acima de tudo, o objectivo é criar mais celeridade para aprovação dos investimentos no sector e também trazer mais transparência, e com isso, fazer com que os investidores se sintam mais confortáveis.

Angola participa nesta Feira com objectivo de procurar investidores para os vários projectos do país.

Assim, no primeiro dia, o Ministro Azevedo desdobrou-se em encontros, com homólogo sul-africano e com representantes de diversas empresas.

Visitou ainda o “stand” de Angola na Feira, onde empresas nacionais do segmento diamantífero estão representadas, e, na parte institucional, estão disponíveis as novas informações geológicas de que o país dispõe, à luz do Plano Nacional de Geologia (Planageo).

O Indaba Mining é uma plataforma de intercâmbio de conhecimentos e busca de parcerias no ramo da mineração africana e acontece habitualmente na primeira semana de Fevereiro.

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