A agência federal de estatística alemã (Destatis) explicou os dados avançados no início do mês, que ilustram o que é considerado “o maior recuo desde a crise económica e financeira de 2008/2009 e o segundo maior desde a reunificação” da Alemanha em 1990.

Ainda que nos meses de janeiro e fevereiro a pandemia não se tenha feito sentir na Alemanha, as consequências no conjunto do trimestre são significativas, adiantou a Destatis.

No primeiro trimestre de 2009, quando se registou o maior recuo até agora, a economia alemã chegou a contrair-se 4,7% face aos três meses anteriores.

O Governo alemão prevê que a Alemanha sofra este ano a recessão mais dura do pós-guerra com uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,3%.

A Destatis precisou que foram o setor da construção e os gastos do Estado os que evitaram uma maior queda do PIB entre janeiro e março, especialmente o primeiro, cujos investimentos cresceram 4,1%.

A economia alemã, muito dependente do setor externo, sofreu duramente as consequências da pandemia quando se comparam os dados com os do mesmo período de 2019.

No primeiro trimestre deste ano, as exportações caíram 3,2% face ao mesmo período de 2019.

O recuo das exportações de bens (4%) foi em parte compensado pelo ligeiro aumento das dos serviços (0,7%), sublinhou a Destatis.

Em 2019 as exportações já tinham sofrido devido à desaceleração da economia mundial e aos conflitos comerciais e o consumo interno tinha-se convertido no principal suporte da conjuntura alemã.

O consumo privado registou entre janeiro e março deste ano uma forte diminuição, bem como o investimento em equipamento, sobretudo em maquinaria e veículos.

A produção industrial recuou 11,6% em março, mas apenas desceu 1,2% no conjunto do trimestre graças aos aumentos registados nos primeiros dois meses do ano.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.