O facto foi realçado hoje, segunda-feira, aos órgãos de Comunicação Social, pelo embaixador da República da Namíbia acreditado em Angola, Patrick Nandago, à saída de um encontro com a governadora da província do Huambo, Joana Lina, com quem abordou questões de cooperação no âmbito da agricultura, do turismo e das infra-estruturas rodoviárias.

Referiu que o Governo namibiano não quer ficar de parte do processo de reconstrução de Angola, daí o seu interesse em contribuir na materialização deste desiderato.

“Queremos também desenvolver o agro-turismo, principalmente na província do Huambo, pelas potencialidades que possui e, ao mesmo tempo, ajudar na recuperação das infra-estruturas rodoviárias, para facilitar as trocas comerciais, entre os dois países”, enfatizou.

O diplomata manifestou igualmente o interesse dos empresários da Namíbia de importar carne para Angola, numa altura em as autoridades do seu país estão engajadas no sentido de tornar o acesso dos angolanos mais livre no mercado namibiano, com vista fomentar o sector agro-pecuário.

Patrick Nandango lembrou que muitos namibianos passaram pela província do Huambo durante o período de luta pela independência da Namíbia (1990), onde foi evidente a hospitalidade da população local.

Neste sentido, acredita que chegou altura, depois de ter da conquista e consolidação da paz, de velar, de forma conjunta, no sector económico-social, para o progresso e melhoria da qualidade de vida da população dos dois países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Sem detalhar a estatística da comunidade namibiana nesta região, o diplomata mostrou-se satisfeito pelo facto de não existir nenhum dos seus compatriotas em conflito com a lei.

Os dois Estados partilham ao sul do país lusófono uma fronteira terrestre de mil e 376 quilómetros e, desde 2007, a circulação de cidadãos dos dois países, nesta zona, é parcialmente livre.

O programa de visita do embaixador namibiano à província do Huambo reserva, entre outros, deslocações aos municípios da Chicala-Cholohanga, onde constatar o aviário local e os projectos de plantação de milho no Sachitemo (Sambo), enquanto na Caála vai inteirar-se da plantação de citrinos, arroz, trigo, batata-rena, assim como saber do ponto de situação do Pólo Industrial local.

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