No quadro da redução de custos, o Ministério das Relações Exteriores (MIREX), com base na proposta do Ministério do Comércio, teve de encerrar as representações comerciais e cessar as funções de 10 representantes e adidos comerciais de Angola no exterior do país.

A medida foi tomada no quadro do processo de redimensionamento, reorganização, reestruturação e do novo alinhamento da Rede Diplomática e Consular de Angola.

Segundo o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem, que falava aos deputados, no âmbito da apreciação da Proposta de Lei do OGE 2020, na especialidade, acordos já foram estabelecidos com o Ministério das Relações Exteriores para a actividade dos mesmos.

Os sete adidos comerciais, explicou, vão trabalhar na Organização Mundial do Comércio (Suíça), na SADC (África do Sul), na Zona Livre de Comércio africano (Acra), em Bruxelas, nos Estados Unidos da América e na China.

As referidas áreas comerciais vão trabalhar com apenas 12 funcionários (um a dois por cada adido), contra os 60 anteriores.

O orçamento para a figura do adido comercial é de responsabilidade do Ministério de tutela, mas as verbas serão transferidas para a conta do Ministério das Relações Exteriores.

Além da figura do adido comercial, Joffre Van-Dúnem falou da integração de Angola na Zona de Comércio Livre da SADC, acção que conta com o empresariado nacional.

Ainda sobre a vertente externa do sector, disse estarem a trabalhar para a realização do primeiro encontro da Comissão Nacional do Comércio, onde assuntos sobre a revisão, em curso, e publicação da Pauta Aduaneira, versão 2017, serão tidos em conta.

A prioridade, ainda na vertente externa, está ligada à integração de Angola na Zona Livre do Comércio da SADC, tendo o país já apresentando a sua oferta tarifária.

“Estamos a criar as condições para que, no próximo ano, possamos aderir de facto e mostrar que fomos parte integrante”, disse o ministro do Comércio aos deputados da 3ª Comissão da Assembleia Nacional.

Quanto a Zona Livre do Comércio Africano, lembrou que Angola já assinou a adesão e augura que, no Conselho de Ministros, seja discutida a proposta da sua ratificação, para que possa ser aprovada pela Assembleia Nacional.

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